Acordo com governo põe fim a bloqueio de estrada entre Bolívia e Argentina

O tráfico em uma importante estrada boliviana que conduz ao norte da Argentina se normalizou desde a madrugada desta quinta-feira depois que a cidade de Camiri levantou seus protestos e aceitou um acordo com o governo e suas demandas regionais.

O governo se comprometeu a instalar em Camiri, a sudeste de La Paz, a gerência de prospecção e exploração comercial da estatal petrolífera e a instalação de 3.800 conexões domiciliares de gás até 2006 – duas das reivindicações dessa pequena cidade localizada a 1.104 km da capital boliviana, informou a uma emissora de rádio o dirigente Jorge Herrera.

Cerca de 200 veículos que estavam bloqueados na estrada desde segunda-feira, quando começaram os protestos, puderam seguir viagem.

Os habitantes de Camiri também haviam cortado outra estrada que liga a localidade com Santa Cruz, a capital departamental que, devido aos protestos, havia ficado desabastecida do diesel que chega a partir da Argentina.

A visita de Jaime Dunn, ministro de Minas e Energia, à cidade – outrora florescente por sua produção petrolífera e, hoje, à beira do abandono – possibilitou e acordo e o retorno à normalidade.

Outro acordo foi anunciado hoje entre o governo do presidente interino Eduardo Rodríguez e o consórcio francês Suez Lyonnaise des Eaux para a compra das ações dessa empresa responsável pelo abastecimento de água de La Paz e de El Ato, cujo contrato será rescindido.

O mandatário anunciou que o acordo permitirá que a administração da empresa que na Bolívia se denomina Aguas del Illimani passe para as mãos de funcionários bolivianos dentro de duas semanas.

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