Acordo com centrais sindicais torna gastos do governo previsíveis, diz Bernardo

Brasília – O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse nesta quinta-feira (21) que o acordo que permitirá o reajuste do salário mínimo para R$ 380 não representou derrota para a equipe econômica, mas tornou previsíveis os gastos do governo nos próximos anos.

Nessa quarta-feira (20), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou um calendário de reajustes do salário mínimo, acertado com as centrais sindicais. Em  2008, a correção será feita com base no Produto Interno Bruto (PIB) de 2006 mais a variação da inflação no período.

"O acordo foi uma vitória das centrais sindicais e uma vitória da negociação do governo. As centrais apostaram que o crescimento do PIB vai acelerar", afirmou Paulo Bernardo.

Segundo ele, o adiamento do anúncio do pacote econômico para o início de janeiro servirá para que o governo reavalie o impacto do reajuste do salário mínimo nas contas públicas. O ministro lembrou que o aumento para R$ 380 representará R$ 1 bilhão a mais nos gastos da Previdência Social.

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