Acidente com dez mortes gera polêmica entre Rodonorte e Sanepar

O causa do vazamento de água que causou o acidente que matou dez pessoas na BR-376 na madrugada de de hoje é motivo de polêmica entre a Sanepar e a concessionária Rodonorte, administradora do trecho.

Às 4 horas da manhã, quase na entrada de Ponta Grossa, nove funcionários da empresa de telefonia celular Vivo e o motorista da van que os transportava morreram numa colisão frontal com um caminhão. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o acidente foi causado pela lama que tomava conta daquele trecho de asfalto.

Todas as vítimas moravam em Maringá e voltavam de uma festa de fim de ano em Curitiba. O motorista Joaquim Ferreira de Melo, de 43 anos, perdeu o controle da van que dirigia quando passava sobre o trecho enlameado. O veículo cruzou o canteiro central e bateu de frente em um caminhão que carregava um contêiner e vinha no sentido Ponta Grossa-Curitiba. A van partiu-se ao meio, os bancos foram arrancados e todos os ocupantes morreram na hora. Cícero Teodoro dos Santos, que dirigia o caminhão, teve ferimentos leves.

Os passageiros da van eram Ângela Rossina Godoy, 21, Flávia Morales Graziano, 23, Wilson Ribeiro dos Santos, 36, Marcos César Castanharo, 23, Rodrigo dos Santos, 21, Robson Fernando da Costa, 24, Leaquim do Prado Júnior, 28, Gendi Miyoshi Júnior, 25 e Carlos Eduardo Mantovani da Silva.

A água que formou a lama provinha de uma adutora da Sanepar de 30 cm de diâmetro, enterrada a quatro metros do solo em uma encosta. A concessionária Rodonorte disse que não foi informada da existência da adutora, mas admite que um pequeno vazamento foi detectado às 21h de quarta-feira. De acordo com a empresa, a Sanepar foi acionada e prometera verificar a origem do excesso de água dentro de 8 horas.

A Sanepar contesta a versão da Rodonorte, e afirma que em nenhum momento foi avisada sobre o vazamento. Testemunhas relataram que horas antes do acidente já havia acúmulo de lama na pista.

A Polícia Científica periciou veículos e o local do acidente. O laudo será encaminhado dentro de 30 dias à Polícia Civil de Ponta Grossa, responsável pela investigação.

Os corpos já foram liberados pelo Instituto Médico Legal de Ponta Grossa. A maioria dos corpos está sendo levada para Maringá. O corpo do motorista vai para Londrina e o de Fernando da Costa, para Marialva. Os velórios serão realizados ainda na noite desta quinta e os enterros na sexta. (Leia mais na edição de amanhã de O Estado do Paraná)

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