Ação Integrada fecha hotel e prende proprietário no centro de Curitiba

Favorecimento à prostituição, desobediência e desvio de finalidade foram alguns dos motivos que levaram a polícia juntamente com um oficial de Justiça, Guarda Municipal e diversos órgãos da prefeitura a fechar o Hotel Fox no centro de Curitiba. Ao todo, oito pessoas que estavam dentro do hotel no momento em que a polícia chegou, foram encaminhadas para delegacia.O proprietário do local, Kosaku Ishida, também foi preso. Um mandado de prisão havia sido expedido pela Justiça contra ele.

De acordo com a polícia, o hotel estava funcionando de forma totalmente irregular. ?Esse lugar já vem apresentando problemas há muito tempo. Estamos realizando batidas policiais e operações aqui há pelo menos um ano e diversas irregularidades foram encontradas. Hoje com a ajuda da Justiça, que expediu um mandado de prisão contra o proprietário e um mandado de busca e apreensão, esse hotel está finalmente sendo fechado?, declarou o coordenador-geral da Ação Integrada de Fiscalização Urbana, Benedito Facini.

Ainda de acordo com Fascini, a Justiça determinou também que todos os móveis do local fossem retirados, apreendidos e enviados para o depositário público. Em seguida o hotel foi lacrado pela polícia. ?Além de diversas irregularidades que foram constatadas neste local, o proprietário ainda insistia em mantê-lo aberto mesmo depois do alvará ter sido cassado pela prefeitura. Ele foi atuado por desobediência pelo menos sete vezes. Só que agora isso acabou?, informou o coordenador.

Pela primeira vez a Companhia Paranaense de Energia (Copel), a Sanepar e a empresa Brasil Telecom participaram da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU). Por determinação da Justiça, água, luz e a linha telefônica do hotel também foram cortadas.?Estamos muito satisfeitos. Sempre combatemos os efeitos, mas desta vez estamos contando com o apoio da Justiça. Um trabalho inédito dentro da AIFU que esta demonstrando uma nova postura?, explicou o delegado Clóvis Galvão, coordenador da AIFU pela Polícia Civil.

Para tentar driblar a polícia, o proprietário do hotel mudou a fachada e colocou o nome como Hotel S. J. Tadeu. ?A fachada foi mudada, mas de nada adiantou?, contou Facini.

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