Mesmo com o câmbio desfavorável há algum tempo, o setor nacional voltado à exportação não tem do que se queixar. Enquanto segmentos da indústria, comércio e serviços enfrentam enormes dificuldades para equilibrar as contas, a balança comercial registrou em abril o maior saldo de sua história: US$ 3,876 bilhões.
Em abril, o volume de negócios do Brasil com o exterior teve um acréscimo de 39,6% em relação ao resultado do mesmo período no ano passado. O grato desempenho econômico das exportações resultou do aumento dos preços das principais commodities oferecidas pelos produtores nacionais.
Os produtos mais significativos na movimentação verificada em abril foram soja, minério de ferro e petróleo em bruto, além de semimanufaturas de ferro/aço, aço, celulose e ferro fundido. A União Européia e a América Latina, pela ordem, foram os dois maiores mercados para produtos brasileiros.
Abril foi um mês sem igual para nosso comércio exportador, tendo alcançado o total de US$ 9,202 bilhões, com a média diária de embarques de US$ 460,1 milhões, também a maior da história.
Para o secretário de Comércio Exterior, Ivan Ramalho, há motivos para estimar em cifra superior a US$ 10 bilhões o volume de vendas para o mercado externo, em maio. A razão elementar é que parte do setor produtivo se direcionou para a exportação, mantendo as vendas mesmo com rentabilidade menor.
Dados do Banco Central revelam que o câmbio brasileiro está ruim em dólar, embora seja competitivo em relação a outras moedas. Além disso, o setor exportador tem contratos de fornecimento estabelecidos a longo prazo, a maioria assinada quando o dólar estava mais valorizado.
A extraordinária folga exibida pelo setor de exportações, segundo os especialistas, deve continuar em alta até o mês de junho, graças ao escoamento da nova safra de soja e ao excelente desempenho do minério de ferro, cujas vendas devem continuar aquecidas. Exportar continua sendo a alternativa salvadora para superar as dificuldades do mercado interno.


