Para que o Brasil mantenha a sua liderança no mercado mundial de carne de frango "é essencial a imediata implementação do programa de regionalização sanitária da avicultura brasileira assim como o Plano de Contingência contemplado pelo Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA)", disse o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), Ricardo Gonçalves. Por meio desse plano de regionalização, o setor pretende tornar mais rígida a questão sanitária e impedir o trânsito de aves vivas.

A idéia é criar uma forma de proteção contra doenças e evitar a entrada do vírus causador da gripe aviária, garantindo assim que a carne negociada pelo Brasil continue a ser aceita pelos compradores externos. Em novembro último, o setor obteve recorde no saldo acumulado de vendas externas, com embarques de 2,6 milhões de toneladas (+16%) e receita de US$ 3,l50 bilhões (+34%). Para o fechamento do ano, a expectativa é de atingir 2,8 milhões e volume financeiro de US$ 3,5 bilhões.

De acordo com Ricardo Gonçalves, o embargo russo à carne produzida nos estados de Mato Grosso do Sul e do Paraná, em vigor desde o último dia 13, não deve provocar impactos significativos porque, nesta época do ano, "não existem embarques importantes para aquele mercado" por causa do inverno no Hemisfério Norte. Ele observou, no entanto, que o setor aguarda com muita expectativa o resultado da visita da missão oficial sanitária brasileira, que está em Moscou negociando a questão.

As exportações para a Rússia aumentaram 37% no período de janeiro a novembro deste ano, com um total de 245.662 toneladas e uma receita cambial de US$ 249,6 milhões (+69%).