A diretora financeira da SMPB, Simone Vasconcelos, informou à CPI dos Correios que a maior parte dos saques no Banco Rural, que beneficiaram políticos e assessores foi feita entre janeiro e dezembro de 2003. Nesse período, não houve eleições.

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No depoimento, ela confirmou ter entregue dinheiro para João Carlos Genu, chefe de gabinete do líder do PP na Câmara, deputado José Janene (PR). Disse que entregou o dinheiro a Genu no hall de um hotel, em Brasília. No entanto, não soube dizer o valor nem o nome do hotel.

Simone Vasconcellos disse ainda que conhece o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, mas negou conhecer o ex-presidente do partido José Genoino, o ex-secretário geral da legenda Silvio Pereira. Negou também conhecer o ex-ministro da Casa Civil, deputado José Dirceu (PT-SP).

Ela informou ainda à CPI que as empresas de Marcos Valério fizeram "quatro o cinco" empréstimos para o PT. Em resposta a indagações do relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), Simone Vasconcelos disse que o empresário Marcos Valério entregou ontem mais de 100 documentos à Procuradoria Geral da República, inclusive o que ela chamou de recibos de pessoas que receberam recursos.

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Ela disse que não pedia documento das pessoas a quem entregava pessoalmente dinheiro, porque elas já estavam identificadas. Os pagamentos, segundo ela, eram feitos dentro da agência do Banco Rural, em Brasília. Ela contou ainda que o banco cedeu "uma salinha" para que ela pudesse fazer as entregas.

Outra forma das pessoas receberem o dinheiro, segundo ela, era através de uma autorização de saque em nome dela própria, Simone, que então anotava o nome da pessoa que ia ao banco buscar os recursos. Ela relatou ainda que alguns funcionários do banco também eram autorizados a entregar o dinheiro aos sacadores. Nesse caso, quando a pessoa chegava ao banco era exigido dela um documento de identificação.

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