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São Paulo – A Vitae, associação civil de apoio à educação, cultura e promoção social, divulga os vencedores da 18.ª edição do seu concurso de bolsas. Dos 612 projetos inscritos em 2004 nas áreas de dança, literatura, música e teatro, 26 foram contemplados. Os selecionados receberão uma bolsa de 6 a 12 meses de duração, com valor mensal de R$ 3,5 mil. Os artistas e pesquisadores representam 8 estados – Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio, Santa Catarina e São Paulo.

Programa de imensa importância no cenário nacional das artes, porém, a Bolsa Vitae chega a sua última edição. O problema é a falta de recursos. Por causa disso, segundo a assessoria de imprensa da associação, a Vitae encerrará de vez suas atividades este ano. Na área de dança os bolsistas selecionados são: Hideki Matsuda (Takao Kusuno – O Marginal da Dança), João Saldanha (Danças Modulares), Kleber Damaso (Intersecções entre a Ausência e os Sentidos), Marquinho (O Corpo Negro na Dança), Marise Dinis (Sobre o não Ver), Rui Moreira (Es quis q?eu isse co ês) e Silvia Moura (Fala do Corpo).

Entre os selecionados na área de literatura está o compositor e poeta Antonio Cicero, que receberá a bolsa para escrever seu terceiro livro de poesias, Prova. Também terão apoio Jorge Mautner (Memórias de um Filho do Holocausto dos Jardins do Catete ao Colégio Dante Alighieri), Luís Dlhnikoff (Revisão de Pedro Xisto), Luiz Ruffato (Inferno Provisório -volume IV), Michel Laub (O Segundo Tempo), Pedro Garcez Ghirardi (Olímpia e Rodomante) e Tarso de Melo (Lugar Algum: Poemas).

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Os bolsistas de música são Arnaldo José Senise (As Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos, sua Gênese e Estrutura), Celso Mojola (As Musas), Edino Krieger (Dois Concertos), Guilherme Bauer (Cadências para Piano e Orquestra), Itiberê Zwarg (Novas Composições), Lilia Rosa (Meninos Cantores do Brasil), Lydia Hortélio (O Tom da Infância em Serrinha) e Paulo César de Amorim Chagas (Fomemória). Os selecionados com projetos de teatro são Alexandre Boccanera (De dentro), Aninha Franco (Teatro na Bahia: 1900 a 2000), Carlos Ramon (Memórias de Fogo e Sangue) e Rosa das Dores (Prenhas – Uma Investigação Cênica sobre Mães Solteiras Negras).

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