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Vânia Bastos canta Caetano em Sampa

  • Por Estadão Conteúdo

Em 1992, a cantora Vânia Bastos lançou um disco importante em sua carreira, o Cantando Caetano. De lá para cá, ela se dedicou também a outros compositores, como Tom Jobim, a turma do Clube da Esquina e Pixinguinha, mas a obra de Caetano Veloso nunca saiu de seu radar.

Nesta quarta-feira, 22, às 20h, ela apresenta um show só com músicas do cantor e compositor baiano – que, por coincidência, foi uma das atrações da Virada Cultural no final de semana passado -, no projeto “Quartas Musicais do Sesi/SP”, com entrada gratuita.

No repertório, estão canções como Trem das Cores, No Dia Em Que Eu Vim-Me Embora, O Leãozinho, Louco por Você, Este Amor, Luz do Sol, entre outras. Vânia explica que nem todas as músicas que estão no disco entraram neste show. “Mas as que estão em ambos são: Superbacana, Trem das Cores, No Dia Em Que Eu Vim-me Embora (que Caetano gravou comigo) e Love, Love, Love. E as que entraram no show são Menino do Rio, Sampa, Trilhos Urbanos, O Leãozinho, Qualquer Coisa e outras de surpresa!”, detalha.

Vânia conta que fez vários shows com o repertório de Caetano na época do lançamento do disco, em 92, e retomou esse projeto há quatro anos. Segundo ela, é um show que não fica velho. “Pelo contrário, o repertório vai se adaptando a cada temporada e algumas músicas não tiro de jeito nenhum. Esse disco é marcante na minha vida e todo mundo gosta também dos shows.”

Olhando em retrospecto, ela se recorda que Cantando Caetano foi seu primeiro disco que saiu em CD, formato que estava ganhando popularidade na época, além de ser lançado também em versão LP. “Foi o disco onde meu ídolo maior cantou comigo numa faixa, foi o primeiro numa grande gravadora, a Sony. Isso fez com que o disco fosse muito bem distribuído pelo Brasil todo e muitas pessoas começaram a me conhecer e acompanhar minha carreira. Teve também os arranjos de Paulo Bellinati, que fez um belo e diferenciado som”, diz a cantora, lembrando da importância desse trabalho em sua trajetória.

O disco fora idealizado por Eduardo Gudin, que assumiu a produção do álbum – assim como a de outros trabalhos da cantora. “Gudin sabia do meu amor antigo por Caetano e sugeriu. Daí, convidamos Caetano para participar e ele prontamente aceitou. Um luxo!”.

A relação de Vânia com a obra de Caetano começou já em Ourinhos, sua cidade natal, no interior paulista, onde ela viveu até a década de 1970, antes de se mudar para São Paulo. “Lá em Ourinhos, o meu irmão Euler era o comprador de discos. Tenho a sorte de ele ser mais velho do que eu e de ter bom gosto musical. Então, eu ia ouvindo tudo o que ele adquiria. Lá em casa tinha Araçá Azul, Transa, Qualquer Coisa, Alegria Alegria. Amo também Circuladô, Joia, Uns, Estrangeiro. Todos!.”

Esse conhecimento tão aprofundado na obra de Caetano, naturalmente, faz com que Vânia tenha dificuldade de eleger as músicas do compositor que ela considera especiais. “O Caetano em si é totalmente especial, mas amo entre tantas: Itapuã, Oração ao Tempo, Lua, Lua, Lua, London London, Não Identificado, Lua de São Jorge, Louco Por Você… e todas! Todas as que ele compõe e todas as que ele apenas canta! Tenho verdadeira paixão, desde a adolescência.”

Serviço:

Teatro do Sesi: Av. Paulista, 1.313, Cerqueira César, São Paulo; tel. (11) 3549-4499. Entrada gratuita.

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