Desde que estreou como protagonista no remake de “Cabocla”, em 2004, assumindo o papel que originalmente foi de Glória Pires, Vanessa Giácomo não saiu mais da TV. Emendou uma sequência de trabalhos – inclusive no cinema – e só parou por conta do nascimento dos filhos, Raul, de 3 anos, e Moisés, de 7 meses.

Mas vai ser em “Morde & Assopra”, próxima novela das 19h que substitui “Ti-Ti-Ti” em março, que ela vai realizar o sonho de interpretar uma vilã “de verdade”. “Sempre quis fazer uma vilã. A Celeste não tem nada a ver comigo, então dá pra rir bastante, debochar dos outros, quero ver todo mundo me odiar”, conta Vanessa nos bastidores de gravação da trama em uma fazenda de Vera Cruz, cidade próxima a Marília, no interior de São Paulo.

Na história, Celeste tem a missão de atrapalhar o romance entre o cunhado e fazendeiro Abner (Marcos Pasquim) e a paleontóloga Júlia (Adriana Esteves). Desta vez, com mais doses de vilania, diferente da personagem Rosinha, que ela fez em “Paraíso”, em 2009. “Rosinha era muito mimada, era uma menina que foi apaixonada por um cara (Zeca, vivido por Eriberto Leão) a vida inteira e que, de repente, viu chegar outra menina (Santinha, interpretada por Nathalia Dill) para casar com o amor da vida dela. Com a Celeste é diferente, porque ela sempre foi obcecada por tudo o que a irmã tinha, ela sempre quis um homem como o cunhado (Abner). Então, quando a irmã morre, ela pensa: ‘pronto, agora ele é meu, vou me casar com ele’. Ela tem a maldade, é calculista, fria, não está fazendo isso de birra. É uma vilã mesmo”, explica a atriz. Celeste vai até fazer algumas chantagens com a sobrinha, vivida por Klara Castanho.

Para compor sua primeira vilã, Vanessa usou tanto a parte de pesquisa, como a observação. “Vi alguns filmes e também conversei muito com a Íris Gomes (preparadora de atores) para achar o caminho da personagem. Entre as referências, podemos falar da Mariana Ximenes, que fez uma vilã tão bem (Clara, em Passione), a Patrícia Pillar (como Flora, em A Favorita), são tão incríveis, mas cada uma no seu jeito. Cabe ao autor mostrar até onde vai o seu personagem.”

Quanto à equipe da trama, esta é a segunda vez que ela trabalha com Walcyr Carrasco – a primeira foi em 2009, em uma participação especial em “Caras & Bocas”. Já com Rogério Gomes, o Papinha, a parceria vem de longe: ele a dirigiu em “Cabocla”, “Sinhá Moça” e “Escrito nas Estrelas”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.