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Trajetória do grupo Giramundo é recontada em mostra

“A história do Giramundo é tão antiga que fica meio mitológica”, diz Malafaia

Uma das versões para a origem do nome do grupo mineiro Giramundo diz que ele foi batizado em homenagem ao boi do pai de uma das fundadoras da premiada companhia de teatro de bonecos, Maria Antonieta Martins (Madu). Poderia ter sido também pela versatilidade em criar e manipular marionetes que o fez deixar a pequena Lagoa Santa para ganhar espaço por todo o País.

“A história do Giramundo é tão antiga que fica meio mitológica. Essa do boi é a versão popular que nem Madu confirma. Até emergir uma carta do Álvaro (Apocalypse, outro fundador, morto em 2003) que prove a história, ficam as narrações lendárias”, conta Marcos Malafaia, diretor desde 1987.

Nessa toada, já são 40 anos de trajetória, que pode ser conferida na exposição Uma Volta ao Giramundo, a partir desta sexta-feira, 07, às 10h, no Sesc Santana, com 52 bonecos de dez espetáculos. Além da mostra, que segue até 25/5, haverá sessões da peça Alice no País das Maravilhas, sexta-feira, 07 e sábado, 08, às 21h, e domingo, 09, às 18h.

Com trabalho artesanal, o grupo exibe produção rica em detalhes e em constante evolução. Em Cobra Norato, Tiradentes e Alice, por exemplo, foram produzidos mais de 70 marionetes para cada um dos espetáculos. Em Vinte Mil Léguas Submarinas, de 2007, foi construído um cubo no qual os personagens flutuavam (algo raro nesse tipo de teatro), em um projeto tão complexo que foi estudado e refeito em 2009 e 2011.

O grupo também é conhecido por atividades emblemáticas no cinema, na TV e nos palcos. Entre elas, Hoje é Dia de Maria, minissérie da Globo, Música de Brinquedo, do grupo Pato Fu, e Sarau du Brown, com Carlinhos Brown. Essas peças não estão na mostra, mas Malafaia explica: “Os bonecos não param, estão sempre trabalhando. Esta semana tem Sarau du Brown, em Salvador, e, Música de Brinquedo, em Fortaleza”.

Diferente de outras companhias do gênero, o Giramundo não faz teatro pensando apenas nos pequenos. “São cenas complexas, que demandam conhecimentos prévios, mas despertam a atenção das crianças”, diz Malafaia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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