A maestrina cubana, Helena Herrera e o violinista Cláudio Cruz, são os convidados da Orquestra Sinfônica do Paraná para o Projeto Teatro para o povo deste mês, no Guairão. Já no Guairinha a opção é para a garotada, com a encenação de O Trenzinho do Caipira ? Projeto Villa-Lobos para Crianças de Todas as Idades. No miniauditório, a peça Oscar Wilde Me Disse, dirigida ao público adulto, tem direção de Ruiz Bellenda. O grupo El Merekumbé se apresentará no Teatro José Maria Santos.

As atrações do Teatro para o Povo acontecerão neste domingo, dia 30, nos quatro auditórios do Centro Cultural Teatro Guaíra, às 11 horas. O ingresso custará um livro não didático ou R$5,00, caso o espectador não queira doar o livro.

No Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guairão), a Orquestra Sinfônica do Paraná, sob a regência da maestrina Helena Herrera abrirá o concerto com " Sinfonia No. 38 em re maior (KV 504) "Praga" e "Concerto No. 5 para Violino e orquestra (KV 219)", de Wolfgang A. Mozart, (1756-1791), com a participação do violinista Cláudio Cruz e para finalizar a "Sinfonia nº1 em fa menor, Op.10," de Dmitri Schostakovich.

Os dois convidados são reconhecidos internacionalmente. Helena Herrera regerá a Orquestra Sinfônica do Paraná pela primeira vez. Ela é reconhecida pela sua trajetória na Pedagogia Musical e na Regência Orquestral. Possui um vasto repertório sinfônico que abrange desde o estilo Barroco até a música contemporânea.

Claudio Cruz, violinista de grande destaque internacional da atualidade, tem se apresentado em vários países como a França, Itália, Alemanha, Áustria, Hungria, Croácia, Uruguai, Argentina, Chile, França e Estados Unidos. Entre os seus trabalhos destaca-se a direção musical da Orquestra de Câmara Villa-Lobos, frente a qual registrou em disco importantes obras de compositores brasileiros.

No Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha), o espetáculo é da Cia. do Abração, O Trenzinho do Caipira ? Projeto Villa-Lobos para Crianças de Todas as Idades, tem como tema a obra de Villa-Lobos. As personagens, cujos nomes iniciam com as notas musicais, recebem uma misteriosa carta do compositor, indicando uma viagem de trem. Encontram-se na estação de trem e percebem que acabam de perdê-lo. Decidem, então construir o seu próprio trem. Cada vagão ira conter um tema da obra de Villa-Lobos. Assim, o trem vai sendo montado no decorrer da história e, ao mesmo tempo, é composta a escala de notas musicais. Desta forma, como crianças brincando, os atores manipulam os adereços e o próprio cenário, dando vida aos objetos e produzindo sons que compõem a narrativa e a dramaturgia musical da história.

Em Oscar Wilde Me Disse, no Auditório Glauco Flores de Sá Brito (Miniauditório), a peça mostra como continua atual o tema, relacionamento humano abordado pelo autor irlandês, mesmo após seus 150 anos do nascimento. Nesta encenação o conflito se estabelece entre duas pessoas que se amam, mas não se compreendem e se negam a abrir concessões. Separados, eles são obrigados a manter o convívio em nome da arte, já que estão ensaiando uma peça chamada Dizendo Oscar Wilde, que comemora o sesquicentenário do escritor. No elenco, Adriana Ferreira e Cadu Scheffer. Os diálogos são de Ruiz Bellenda com trechos das obras Aforísmos, O Retrato de Dorian Gray e A importância de Ser Prudente, de Oscar Wilde. Adereços e Rejane Camarda e a preparação vocal de: Leomara Bürge

O grupo El Merekumbé se apresentará no Teatro José Maria Santos. Formado por instrumentistas de diferentes origens que se encontraram em Curitiba eles iniciaram um trabalho de pesquisa, intercâmbio e divulgação da música e dos ritmos latinos (mambo, rumba, bolero, cha-cha-cha, son-montuno, danzón, merengue, entre outros). Com a presença de dois cubanos (piano e vocal), o El Merekumbé traz em seu show uma mistura caliente de músicas conhecidas de Benny Moré, Tito Puente, Perez Prado, Célia Cruz, Compay Segundo, Santana, Elíades Ochoa.