O evento ocorre até o dia 16 de julho. A produção reúne três companhias internacionais, oito nacionais e dez paranaenses. Algumas apresentações têm entrada franca e as demais custam R$ 6 por ingresso.
Borracha, poliéster, sucata, alumínio e outros materiais são usados para criar bonecos, que, manipulados sem seguir um critério, expressam uma nova linguagem com formas sem limite. As companhias têm liberdade de misturar bonecos com atores e objetos animados; música, dança e mímica reforçados com cenários coloridos dão o tom criativo para que cada espetáculo interaja com o público, manifestando sua essência de uma forma particular.
O quadro nacional se completa com Zé da vaca (Grupo O Casulo / Cooperativa Paulista de Teatro), Orixás (Giramundo Teatro de Bonecos, Minas Gerais), O velho da horta (Cia. Pequod, Rio de Janeiro), O circo dos objetos, (Teatro de Formas Animadas, São Paulo), O incrível ladrão de calcinhas (Trip Teatro de Bonecos, Santa Catarina), Histórias de Teatro e Circo (Cia. Carroça de Mamulengo, Ceará), Pipistrello (Seres de Luz Teatro) e João e o pé de feijão (Voar Teatro de Bonecos, Distrito Federal).
Teatro de Bonecos
O Teatro de Bonecos surgiu na China, por volta do século XVIII. Os orientais usavam marionetes e o teatro de sombra em peças musicais, festividades e rituais diversos. Com o tempo a modalidade evoluiu e novas técnicas foram desenvolvidas até se chegar ao nível atual, onde aparatos tecnológicos ajudam com montagens modernas.
Entre as técnicas (algumas antigas e outras atuais) que as companhias utilizam, o apreciador de bonecos mais curioso pode conferir a classificação editada no livro Teatro de formas animadas, da dramaturga de teatro de bonecos e professora de Comunicação e Artes da USP, Ana Maria Amaral.
Entre os estilos estão o fantoche (ou boneco de luva), que é o boneco que o artista calça ou veste; marionete, boneco movido a fio; boneco de vara, boneco manipulado por varas ou varetas; marote, boneco de luva que o manipulador veste e com a mão articula a boca do boneco; boneco gigante, com mais de dois metros de altura, é utilizado em espetáculos folclóricos, e o bunkaru, de origem japonesa, a técnica consiste em manipular bonecos com três ou mais pessoas que, vestidas de preto, se confundem com o fundo escuro. Mais informações sobre a programação pelo telefone (41) 3304-7900.