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Sucesso da série “La Casa de Papel” faz venda de máscaras e fantasias dispararem

  • Por Raquel Derevecki - Gazeta do Povo

O seriado espanhol La Casa de Papel – que estreou na Netflix em dezembro de 2017 e lançou a segunda temporada mês passado – virou febre em todo o Brasil. A ponto de os produtos da marca serem mais vendidos em Curitiba do que os dos filmes Vingadores e até em relação à Copa do Mundo. A procura pelo macacão vermelho e pela máscara do pintor Salvador Dalí, usados pelos assaltantes que invadem a Casa da Moeda da Espanha na trama, é tão grande que os empresários do ramo de fantasias e artigos de festas estão tendo dificuldades para acompanhar a febre. Uma loja, por exemplo, teve de contratar uma costureira exclusivamente para confeccionar a fantasia.

É o caso da comerciante Zenaide Nozzoli, 46 anos, da loja Palácio Festas e Fantasias, na Praça Santos Andrade. Ela afirma não se lembrar de outro filme ou seriado que chamou tanto a atenção dos curitibanos. “Começaram a pedir a fantasia há dois meses e eu não conseguia encontrar fornecedores para atender aos pedidos”, aponta Zenaide. Foi necessário até preparar uma lista de espera com os interessados na máscara de Dalí. “E a procura não para”, afirma a comerciante, que já está com peças das numerações adultas e infantis em falta na loja.

De acordo com a vendedora Adriana Oliveira, 45 anos, há mais clientes interessados no macacão e na máscara da La Casa de Papel do que nos artigos para a Copa 2018, que começa em menos de 30 dias. E um dos motivos, explica, é que em muitos casos a loja vende mais de uma máscara ou fantasia para o mesmo cliente. “Muitas pessoas querem usar a roupa em festas e precisam de várias fantasias para aparecer em grupo, igual na série. Então, sai muito”, comenta, referindo-se aos oito integrantes da gangue no seriado.

A procura também é grande na loja Cataratas Fantasias, na Rua Emiliano Perneta, onde os proprietários chegaram a contratar uma costureira exclusivamente para confeccionar o macacão vermelho. Além disso, das 50 máscaras adquiridas pela empresa no início do mês, mais da metade já foi vendida.

“O seriado é bom demais, então não é à toa que virou essa febre”, comenta a vendedora de roupas Daniele Vuicik, de 38 anos, que é fá da série e fazia compras na loja na última sexta-feira (18). Ela costuma até trabalhar com camisetas dos personagens e afirma que, em breve, comprará a máscara.

Fantasia tem que ter macacão vermelho e a máscara do pintor Salvador Dalí. Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo

Fantasia tem que ter macacão vermelho e a máscara do pintor Salvador Dalí. Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo

Negócio em alta

Em Curitiba também é possível encontrar a fantasia completa dos assaltantes da Casa da Moeda disponível para locação. Na Mansão das Fantasias, por exemplo, a novidade chegou em março e tem sido utilizada em quase todos os finais de semana. “A gente confeccionou essa roupa porque muita gente começou a pedir e valeu a pena”, afirma a gerente Renata Miguel, 36 anos. O resultado foi tão surpreendente que, a partir de agora, ela ficará de olho nas séries da Netflix para não perder as próximas oportunidades. “Essa é uma fantasia de baixo custo que virou a maior febre. E, com certeza, virão outras”, acredita.

Em média, o valor para da fantasia contendo o macacão e a máscara em tamanho adulto chegam a R$ 200 e o aluguel fica em torno de R$ 150. Já para quem quer comprar só a máscara, o preço médio é R$ 30.

A série

O seriado espanhol La Casa de Papel apresenta a história de um homem misterioso, que atende pelo apelido de Professor e planeja o maior assalto da história na Espanha. Para isso, ele recruta oito pessoas com habilidades diferentes e as treina para invadir a Casa da Moeda e imprimir 2,4 bilhões de euros.

Durante o assalto, o grupo – que usa apenas nomes de cidades para garantir total anonimato – precisa lidar com 67 reféns e as forças policiais. O que chama a atenção é que tudo é planejado antecipadamente e com detalhes pelo idealizar do assalto.

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2 Comentários em "Sucesso da série “La Casa de Papel” faz venda de máscaras e fantasias dispararem"


Rafael Ric
Rafael Ric
1 ano 2 meses atrás

Mesma situação. Desisti na metade também porque é fato que a encheção de linguica no meio torna enfadonho. Deveriam ter feito uma temporada apenas. A ideia central é bem bolada mas o desenvolvimento pecou e muito querendo romantizar o negócio e com situações impossíveis.

Antônio Carlos Sabino
Antônio Carlos Sabino
1 ano 2 meses atrás

Vi alguns episódios desse seriado, mas francamente, logo desisti… A facilidade com que os ladrões invadem a casa da moeda… O chefe da quadrilha (o tal professor) faz amizade facilmente com a responsável pelas negociações… É muita, mas muita baboseira!

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