Anakin Skywalker em seus últimos momentos com Padmé Amidala.

Depois de quase trinta anos de espera, os fãs já podem assistir, em todas as salas de cinema do Brasil, o episódio que faltava para completar a saga Star Wars.

O filme Star Wars 3 – A Vingança de Sith, de George Lucas, possui os mesmos efeitos especiais dos anteriores. As diferenças entre o Chanceler Palpatine (Ian McDiarmid) e o Conselho Jedi parecem criar um verdadeiro abismo. Anakin Skywalker (Hayden Christensen), o jovem cavaleiro Jedi que mantém um vínculo de lealdade com o Chanceler, luta para que seu casamento com Padmé Amidala (Natalie Portman) não seja afetado por essa situação. Seduzido por promessas de poder e tentações do lado negro, ele se aproxima perigosamente do diabólico Darth Sidious, e se torna Darth Vader. Juntos, Sidious e Vader armam uma trama de vingança contra os Jedi, que culminará com uma luta de sabres de luz entre Vader e seu antigo mestre, Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor). Essa batalha destinará o destino da galáxia.

O personagem digital, mestre Yoda.

Anos após George Lucas surpreender o mundo com o primeiro capítulo de uma trilogia espacial que mudou a maneira como os filmes eram pensados e produzidos, o circulo começa a se fechar. ?O terceiro é muito sombrio e mais complexo. Todos sabemos que Anakin se torna Darth Vader, mas ver esta transição acontecendo é bastante doloroso. Por isso, quando você tem uma história sombria como esta, acaba sendo mais exigido como ator ou atriz. Mas acho que esse último filme é meu favorito?, diz a atriz Natalie Portman.

Além destas novidades, os fãs da saga voltarão a ver muitos combates entre naves e longas sessões de lutas com os luminosos sabres de luz que caracterizam os Jedi.

De um ponto de vista mais amplo, o filme de Lucas mostra a invasão do Estado pelos Sith que, com a desculpa de defender a liberdade e a democracia, acabam com a república, instauram a censura e a ditadura, e edificam um império. Qualquer realismo com a realidade atual ocorre por conta dos espectadores. O próprio diretor concorda que esse é o filme mais político da série e tem tudo a ver com o novo império americano, mas diz que não pensava em Bush nem no Iraque. ?Quando escrevi Star Wars, a metáfora era sobre a guerra do Vietnã.? Para ele, os seis filmes se formam apenas um. ?A história se acaba aqui. Era o que eu queria contar. Quando comecei a desenvolver o filme, vi que um filme não seria suficiente. Fiz uma trilogia e outra porque a inicial não dava conta de toda a série, mas acabou?, diz George Lucas.

Lucas foi um visionário do cinema que ajudou a criar, para o bem e para o mal, a nova estética de Hollywood, baseada nos efeitos especiais. Mas seu visionarismo maior com certeza foi o político.

?Eu sinto que fiz o filme da melhor forma que posso e ele ficou do jeito que eu queria, então, estou feliz. Eu nunca tento antecipar o que o mundo vai pensar ou mesmo me preocupar se eles vão gostar ou não. Este é o meu trabalho, fazer as pessoas gostarem dos meus filmes.? George Lucas, diretor de Star Wars.

?Eu assisti há uma semana e meia. Completamente terminado. É absolutamente sensacional. É o melhor dos três episódios recentes. É a melhor maneira que poderia se imaginar para George encerrar as seis partes. É um desfecho tremendo. Muito sombrio. Você vai chorar no fim. É maravilhoso.? Steven Spielberg, diretor.

?Este filme é simplesmente espetacular! Esse é o prelúdio de Star Wars que os fãs estavam rezando para ver desde Ameaça Fantasma. Se alguém disser que não gostou estará mentindo. Por mais sombrio que tenha sido O Império Contra-Ataca, este é mil vezes mais pesado… Quando o filme terminou eu gritei: Uhuuu!? Kevin Smith, diretor.