Mesmo que as notícias do dia não sejam as melhores, o clima nas duas edições do “SPTV” de hoje será de festa. O telejornal da Globo, que completa nesta segunda-feira três décadas no ar – assim como o “RJTV”, no Rio -, terá reportagens para relembrar o que mudou no cenário, os apresentadores antigos e as reportagens que marcaram a atração.

Carlos Tramontina, de 56 anos, que desde os anos 1990 comanda o “SPTV”, estará à frente da edição especial noturna. Sem equipamentos digitais, na época em que começou, ele conta que a produção deixava de exibir conteúdo. “Como a edição das reportagens era mais lenta, muitas vezes a demora impedia o material de ir ao ar. Usávamos fita gravada.”

O apresentador afirma que um dos momentos marcantes do telejornal foi a cobertura de uma greve de professores estaduais, em que o então governador Mário Covas decidiu entrar no prédio da Secretaria Estadual da Educação pela porta frente, toda ocupada por grevistas. “Ele foi xingado, ameaçado e agredido com um mastro de bandeira, que o fez sangrar na boca. O SPTV colocou no ar a sequência completa da caminhada, a agressão, sem nenhum corte, sem edição, sem a minha narração.”

Tramontina tampouco se esqueceu do maior mico ao vivo, há mais de duas décadas. “As instalações da Globo ainda eram na Praça Marechal Deodoro (hoje são no Brooklin) e a iluminação não tinha sofisticação. Eu comecei a ler um texto e uma luminária instalada na minha frente explodiu! Eu dou risadas toda vez que relembro. Depois de um momento paralisado, li o texto todo e a imagem mostrou uma grande fumaça subindo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.