A Orquestra Sinfônica do Paraná se apresentará amanhã, às 10h30, no Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guairão). No programa, Laudate Pueri, de Vivaldi, com a soprano Marília Vargas, e dois Stabat Mater (do latim, Estava a Mãe ‘do Salvador’). O primeiro, de Antonio Vivaldi, para contralto, com a solista Fátima Castilho e, o segundo, de Giovanni Battista Pergolesi, para soprano e contralto.

Sobre Laudate Pueri, de Vivaldi, se sabe muito pouco. Quando e onde este trabalho foi escrito e apresentado é incerto. Algumas biografias descrevem-no para os serviços religiosos da capela de Veneza, mas como uma cópia desta obra foi encontrada em Dresden, entre os pertences do pai de Vivaldi, levanta a possibilidade de a estréia da obra ter sido nessa cidade. Laudate Pueri é escrita sobre os versos latinos do Salmo 112 (Salmo 113, da Bíblia protestante) para soprano solo e orquestra, divididos em nove movimentos.

O Stabat Mater, de Vivaldi, foi composto em 1827 e possui oito movimentos. É considerada uma das mais belas composições já escritas. Alguns de seus movimentos foram utilizados como hinos para serem cantados nas Vésperas da Sexta-feira Santa.

Pergolesi sintetiza o tumulto dos sentimentos em uma estrutura equilibrada e perfeita. O Stabat Mater está dividido em três grandes partes que surgem naturalmente uma da outra: a dor de Nossa Senhora ao pé da cruz, a compaixão que se transforma em ardente amor por Cristo e a triunfante invocação final, suplicando o prêmio eterno do Paraíso.

Solistas

Para acompanhar estas obras, a Orquestra Sinfônica do Paraná convidou duas solistas: a soprano Marília Vargas e a contralto Fátima Castilho.

A paranaense Marília Vargas descobriu cedo sua vocação para o canto. Aos 12 anos passou a estudar com Neyde Thomas, até hoje sua grande orientadora. Em 1996 mudou-se para Basel, na Suíça, para estudar na Schola Cantorum Basiliensis. Desde 2002 estuda na Konzert Klasse, do tenor Christoph Prégardien, na Musikhochschule Zürich. Em 2001 recebeu o prêmio Talento Artístico do Paraná e foi vencedora do segundo lugar no II Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão. Em 2002 recebeu uma bolsa de estudos da Fundação Suíça Fridl Wald-Stifftung e, em 2003, obteve o terceiro lugar no VI Concurso Nacional de Canto Maria Callas. Em 2004 foi solista no Teatro Guaíra com a Orquestra Sinfônica do Paraná na obra Carmina Burana de Carl Orff, sob a regência do maestro Alessandro Sangiorgi.

A contralto Fátima Castilho é integrante da Camerata Antiqua de Curitiba e dos grupos Quarteto Angra, Conjunto Carmina e Canto Colonial de Curitiba. Já atuou com a Orquestra Sinfônica do Paraná, sob a regência dos maestros Alceo Bocchino, Osvaldo Colarusso, Emanuel Martinez e Roberto Duarte. Participou como solistas das obras: Missa da Coroação e Missa em do menor de Mozart; Liverpool Oratório de Paul MacCartney (estréia sul-americana) e das óperas Carmen de Bizet; Rigoletto de Verdi; Colombo de Carlos Gomes; e com o Ballet Teatro Guaíra, as Cinco Canções de Mahler.