O pedido apresentado pelo homem condenado pelo assassinato de John Lennon, Mark David Chapman, para que fosse decretada sua liberdade após 31 anos de prisão, foi rejeitada pela sétima vez, como informou nesta quinta-feira a Junta de Liberdade Condicional de Nova York, nos Estados Unidos.

Agora, Chapman, de 57 anos, terá que aguardar dois anos para um novo pedido, depois que três membros da junta encarregada de revisar seu caso o entrevistaram nesta quarta-feira através de videoconferênca.

“Apesar seus esforços positivos na prisão sua libertação neste momento solaparia consideravelmente o respeito a lei e levaria a tornar trivial a trágica perda de uma vida causada como resultado de um crime atroz, não provocado, violento, frio e calculado”, aponta a decisão da Junta.

Lennon foi morto por quatro tiros no dia 8 de dezembro de 1980, na porta de sua casa, no edifício Dakota, situado próximo ao Central Park de Nova York. Pelo crime, Chapman, que na época tinha 25 anos, foi condenado a prisão perpétua acusado de assassinato em segundo grau.

Os membros da Junta destacaram o bom comportamento de Chapman, mas lembraram que suas ações demonstraram “cruel indiferença perante a santidade da vida humana”. O assassino do músico apresentou histórico de boa conduta na prisão, o que foi avaliado pelos seus julgadores, que ainda verificaram “provas positivas de remorso”.

“No entanto, a libertação não pode ser aprovada só com base em uma boa conduta e o cumprimento de programas”, ressalta a Junta em sua explicação, onde também deixa claro que foi levada em conta a oposição contra a saída dele da prisão.

Desde que completou a pena mínima, de 20 anos, Chapman já pediu por sete vezes (uma a cada dois anos) que lhe fosse concedida a liberdade condicional. O que sempre foi negado.

O assassino de Lennon está na prisão de Wende, em Nova York, para onde foi enviado em maio passado. Ele estava em um centro correcional, também de segurança máxima, de Attica, no mesmo estado.