A última temporada não foi fácil para as comédias. As novatas The Michael J. Fox Show, Sean Saves the World e Welcome to the Family foram canceladas. E outras, como New Girl e 2 Broke Girls, viram a audiência despencar consideravelmente. Mas The Goldbergs, que estreia no Brasil nesta quarta-feira, 26, tenta ser a exceção.

A série The Goldbergs foi criada por Adam F. Goldberg e baseada na sua própria infância durante os anos 1980. O seriado, que debuta no Comedy Central nesta quarta-feira, 26, às 20h, é centrado no pequeno Adam (Sean Giambrone), um nerd que adora videogames, Star Wars e Os Goonies. Sua mãe, Beverly (Wendi McLendon-Covey), sufoca o caçula, achando normal vestir-se como ele para ir ao bailinho da escola. O pai, Murray (Jeff Garlin), tira as calças assim que chega em casa e não tem muita paciência com a prole, que inclui ainda os adolescentes Barry (Troy Gentile), que se acha muito mais “cool” do que realmente é, e Erica (Hayley Orrantia). Sempre por perto está o avô, Albert (George Segal), pai de Beverly.

A série pegou em cheio os saudosistas daquela época, agora quarentões. “Ela é popular porque muita gente que se lembra da década de 1980 está viva. Os anos 1940 e 1950 não são tão populares”, brincou Jeff Garlin, 51, numa visita do jornal O Estado de S.Paulo ao set da série, em Los Angeles. O próprio ator se recorda bem daquela era. “Tinha acabado de me formar na escola e me tornado um comediante. Ouvia Talking Heads, The Clash. Era um mundo de possibilidades para mim”, contou. “Mas não sou fã da moda…” É a mesma sensação de Wendi McLendon-Covey, que lamenta as roupas usadas por sua personagem no programa. “Cores neon? Pulseiras de borracha? A gente podia ter passado sem isso!”

A atriz só se encontrou com a verdadeira Beverly em dezembro, confessou seu receio. “Fiquei sabendo que ela era capaz de dizer o que pensava de você antes de se apresentar”, disse. Por sorte, ela foi “muito doce”. Os Goldbergs reais aparecem numa série de filminhos feitos por Adam quando era pequeno, que são exibidos no final dos episódios. “Foram essas imagens que me convenceram a fazer o seriado, eram muito loucas”, afirmou McLendon-Covey.

Sitcom tradicional

The Exes chega à terceira temporada por aqui apostando no formato de uma sitcom tradicional, feita em estúdio com presença do público, mas fala de uma família contemporânea, formada por estranhos que se aproximam por conta de uma dor em comum: o divórcio.

No terceiro ano da série criada por Mark Reisman, que estreia amanhã, às 20h, também no Comedy Central, o mulherengo Phil (Donald Faison, de Scrubs), o certinho Stuart (David Alan Basche) e o acomodado Haskell (Wayne Knight, o Newman de Seinfeld) estão mais próximos. Contudo, continuam às voltas com as dificuldades de encontrar um novo lugar no mundo depois da separação.

Holly (Kristen Johnston, de 3rd Rock from the Sun), a advogada especialista em direito da família que apresentou os três, aparece pouco nesta temporada – a atriz foi diagnosticada com lúpus e teve de se afastar. “O formato do seriado é clássico, mas ele é subversivo, travesso”, disse Johnston. “A verdade é uma só: se for engraçado, todo mundo vai ver, não importa o tema nem a forma”. Por enquanto, está dando certo: The Exes já foi renovada.