A série Perfil da Som Livre, ora em parceria com a Universal ora com a EMI, volta-se para o nostálgico e para o presente, pois contempla tanto a imortal Elis Regina quanto uma revelação, como é o caso de Jorge Vercilo. O CD de Elis, cantora ícone morta há 21 anos, traz de tudo um pouco: Me Deixas Louca, Madalena, Como Nossos Pais, Cartomante, O Bêbado e o Equilibrista, Casa no Campo… Enfim, um apanhado de sucessos insofismáveis.

No CD de Jorge Vercilo, participante do Festival da Música Brasileira em 2000 e presente em trilhas de novelas desde 1993, estão versões remixadas de hits como Que Nem Maré (que também aparece em sua versão original), Final Feliz (sucesso que Vercilo canta junto com seu ídolo Djavan), Em Órbita e Homem-Aranha.

O inesquecível

Falecido em 1993, Jessé é um nome lembrado por suas apaixonadas interpretações com um timbre de voz inimitável. E tanto é sempre lembrado que está no CD O Inesquecível Jessé, uma coletânea de catorze faixas, onde despontam desde seu maior sucesso – Porto Solidão – a sucessos em sua voz como Romaria e Chão de Estrelas, sem olvidar, é claro, de Voa Liberdade.

O retorno de Sula

Sem gravar há quatro anos, Sula Miranda ressurge no 12.º disco de sua carreira: Minha História É a Sua (Som Livre). A faixa-título, da própria cantora com Flávio Augusto e Caleiros, é uma história de amor dela com seu público, razão de seu retorno para a estrada. Sula esteve vivendo a carreira de apresentadora de tevê, sem perder o título de Rainha dos Caminhoneiros. Uma outra faixa pela qual Sula tem um carinho todo especial é Distância Danada. Com muito sentimento, a música traduz a saudade do caminhoneiro que vive longe de sua amada.

Duas regravações foram incluídas no repertório: a romântica Frisson, grande sucesso do mineiro Tunai, e Crises de Amor, gravação original do cantor sertanejo Marciano.

Trilha de cinema

Novo filme de Alain Fresnot, Desmundo, com Simone Spoladore, Osmar Prado e Caco Ciocler, ganha trilha sonora exclusiva do maestro John Neschling, diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. O CD, com músicas compostas especialmente para o filme, será lançado pela gravadora Trama, simultaneamente ao lançamento do longa-metragem, em 16 de maio.

Sobre seu novo trabalho, premiado no Festival de Cinema de Brasília de 2002, Neschling comenta: “Aceitei o desafio que me foi proposto por Alain Fresnot depois de assistir ao `copião’ do filme. Gostei tanto do que vi, que resolvi retomar meu trabalho com trilhas sonoras. Compus os temas musicais e só depois li o livro de Ana Miranda. Minha inspiração, portanto, saiu toda das imagens do filme”.

A trilha concisa revela que o maestro utilizou como critério o respeito ao tom do próprio filme. “O filme é extremamente concentrado. Por isto eu, que não gosto do minimalismo, acabei criando uma trilha, em muitos momentos, minimalista. Usou poucos elementos, em busca de uma concentração musical: violoncelo solo, violão, percussão e uma flauta”, explica.

Femucic 2003

Até o dia 28 próximo, compositores e intérpretes de todo o País poderão se inscrever gratuitamente para a 25.ª edição do Femucic – Festival de Música Cidade Canção, realizado desde 1977 pelo Sesc Maringá. Ao longo de seus 25 anos, o evento tem proporcionado o intercâmbio entre músicos de todas as regiões e mostrado a diversidade da música brasileira. Informações sobre inscrições e regulamento pelos telefones (44) 262-3232 ou (41) 322-6653 ou ainda: www.sescpr.com.br.

Ouça os anos 70

Uma reportagem musical dos anos 70 é o que propõe o CD Disco Nights (Zomba Records), pois é um autêntico revival da disco music, ou seja, das pistas das discotecas num tempo em que meia lurex combinava com sandália de salto alto. São quinze faixas e algumas raridades. uma delas é a faixa de abertura, que traz uma versão vocal de Love’s Theme, com a orquestra Love Unlimited, que exerceu grande influência no gênero. A disco music chegou a ter uma categoria no Grammy, eliminada, em 1981, com a queda do estilo. Mas hoje em dia, as pistas estão saudosas…