Salão de festa

salaodefesta220707.jpgEram os anos 1970s. Um garoto morador em um prédio residencial, no centro da cidade, requisitou o salão de festas para o seu aniversário. Apenas com a apresentação do convite as pessoas teriam acesso ao salão. Para um controle mais efetivo, três amigos foram encarregados de ficar nas portarias, afim de evitar a entrada dos chamados ?peru de festa?.

A festa estava no auge, quando uma morena bem apanhada fez menção de entrar no prédio e foi impedida pelos porteiros improvisados.

Não, a morena não tinha convite porque residia ali mesmo, e queria por toda força usar o elevador para subir ao seu apartamento. O porteiro do prédio surdo e mudo, não tomou partido… T.G., a morena bonita, moradora e proprietária de um apartamento naquele prédio, procurou fazer os rapazes entenderem. Em vão. Nem se apresentando como delegada da polícia a morena bonita foi liberada para apanhar o elevador. Ah! Ah! Ah! Delegada da polícia? Ah! Ah!

?Peru de festa? era o que ela era!

Ela saiu muito zangada, telefonou para a sua delegacia, requisitou quatro viaturas com policiais armados, que bloquearam a rua…

Os policiais armados com metralhadoras invadiram o prédio, causaram um susto muito grande e acabaram com a festa. Só assim a morena jeitosa conseguiu ir para casa.

Margarita Wasserman – Escritora e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google
Voltar ao topo
O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Ao comentar na Tribuna você aceita automaticamente as Política de Privacidade e Termos de Uso da Tribuna e da Plataforma Facebook. Os usuários também podem denunciar comentários que desrespeitem os termos de uso usando as ferramentas da plataforma Facebook.