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Roberto Carlos estréia no New York Times

  • Por Redação O Estado Do Paraná

Mais prestigioso jornal americano, o The New York Times nunca tinha dedicado um artigo ao maior cantor popular da América Latina. Falou sobre meio mundo: Luciana Souza, João Gilberto, Gal, Caetano, Gil, Tom Zé e até Vírginia Rodrigues. Nunca de Roberto Carlos.

Mas o NYT penitenciou-se neste Natal. Assinado pelo correspondente Larry Rohter, o artigo intitula-se Songs by a Man with Heart Mean Christmas in Brazil. Lembra que Roberto está para a música popular no Brasil como Pelé para o futebol, que vendeu cerca de 100 milhões de discos e que começou na mesma época de Elvis Presley, e continua produzindo.

Rohter, que se confessou espantado com essa lacuna nos arquivos do seu jornal, resolveu ir à coletiva do Rei no Rio de Janeiro, num hotel de Ipanema. Ouviu o novo disco do cantor, Pra Sempre, e buscou referências em livros e depoimentos, como o de Caetano Veloso, que diz que Roberto representa um ?Brasil profundo?.

O jornalista também ouviu e citou o crítico Jotabê Medeiros: ?Roberto Carlos é parte tão fundamental do Natal dos brasileiros quanto o peru para vocês. Para muita gente aqui, a primeira memória musical é um disco de Roberto como presente de Natal?.

Numa biografia sintética, Rohter descreve o começo humilde do cantor em Cachoeiro do Itapemirim, sua liderança no grupo da Jovem Guarda (Young Team, para o diário) e sua importância na cena musical. ?Ele também desafiou as convenções ao introduzir instrumentos elétricos na música popular brasileira, pavimentando a estrada para o movimento tropicalista liderado por mr. Veloso e mr. Gil?, conta Rohter.

Segundo o cantor romântico Julio Iglesias, fã declarado de Roberto Carlos, o brasileiro só não tem um público internacional maior porque não faz esforço nessa direção. Larry Rohter lembra que Roberto é ?virtualmente desconhecido? nos Estados Unidos, exceto pelas platéias hispânicas e de língua portuguesa, apesar de ter lançado dois discos em inglês.

O texto ressalta as excentricidades, mas também o fascínio do artista. ?Roberto Carlos tem uma reputação de ser recluso e inacessível. Mantém distância de nightclubs, estréias e restaurantes da moda que as celebridades freqüentam e grava no seu estúdio caseiro, num tranqüilo bairro de classe média.?

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