Capa da publicação catarinense
mostra o mapa indígena.

Cadernos da Ilha é uma revista do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, que tem o apoio da Itaipu Binacional. Em seu segundo número, a publicação que se propõe a divulgar o turismo, a cultura e a ecologia, destacando o turismo histórico e arqueológico, trata em suas 50 páginas sobre o Caminho de Peabiru, uma trilha índigena milenar que unia o Atlântico ao Pacífico, passando por Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Paraguai, Bolívia e Peru.

Na verdade, a revista apresenta a cobertura completa do I Encontro Nacional dos Estudiosos do Caminho de Peabiru, realizado pela Faculdades Centro do Paraná em Pitanga, dias 22 e 23 de novembro últimos.

O Caminho de Peabiru foi a mais importante via transcontinental da América do Sul pré-colombiana, segundo definiu Reinhard Maack, da UFPR, em 1959. Era uma estrada indígena com tronco e ramais, formando uma rede. Tinha cerca de 3 mil quilômetros de extensão e começava (ou terminava) no Brasil em dois pontos: litoral de Santa Catarina e litoral de São Paulo.

A palavra peabiru é tupi-guarani e para ela há uma variedade de traduções – caminho forrado, caminho pisado, caminho sem-ervas, caminho que leva aos céus, entre outras. Existem três hipóteses sobre quem construiu. A primeira é que tenham sido os guaranis ou itararés, antecedentes deles. A segunda seria os incas e a terceira seria uma trilha aberta por São Tomé, sugerida por padres e autoridades eclesiásticas.

Nos dias 19 e 20 de março próximos, um novo evento será realizado sobre o tema em Campo Mourão, onde os participantes irão discutir sobre um projeto turístico em cima do Caminho de Peabiru.

A revista Cadernos da Ilha documenta diversas palestras sobre o assunto e mostra ótimas fotos e ilustrações do Caminho. A única dificuldade é encontrá-la em bancas.

Mais informações sobre o assunto e sobre a publicação, tente o e-mail cadernosda ilha@yahoo.com.br ou no telefone (048) 248 1195.