Na medicina, o chá de capim cidreira é conhecido por seu poder como calmante suave nos casos de ansiedade ou insônia. Na música, as folhas estreitas e compridas serviram para o mesmo fim, mas também para despertar algo que precisava florescer. Foi por isso que o rapper Rael escolheu o nome desta planta medicinal para batizar seu novo projeto, lançado nesta quinta-feira (12), um disco que representa não só a novidade pelas músicas novas, mas restauração, depois de um período difícil que o músico enfrentou no processo do disco.

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Músico lança disco após período de luto, por perda de produtor. Foto: Divulgação/João Wainer
Músico lança disco após período de luto, por perda de produtor. Foto: Divulgação/João Wainer

À Tribuna do Paraná, o músico contou que o disco seria totalmente diferente do que acabou se transformando. “Já começa pela produção, que quem faria era o Miranda, que acabou morrendo. Tive que enfrentar esse processo de luto e me vi com a responsabilidade de assumir esse trabalho na produção do disco. Investi no meu estúdio e coloquei o nome de Horta pelas ideias, pela forma com que elas surgem e tudo mais”.

Rael disse ter percebido que a ideia inicial do projeto, que falaria sobre os dias da semana, caminhava por um rumo meio tenebroso por conta de sentimentos ruins que vinha tendo. “Passei por um pequeno traço de depressão e, durante o processo todo, percebi que estava indo para o caminho da tristeza mesmo, mas não quis continuar nele. Resolvi falar de amor, amor próprio, pelo próximo, pela natureza, e paixões aleatórias também”.

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Em meio a tanta tristeza pelo país, o cantor percebeu que havia necessidade de falar mais sobre algo que acaba esquecido. “Vi que o universo de levar algo bom às pessoas faria mais sentido do que falar do que eu estava passando, ainda mais da forma que o mundo está”, comentou o cantor, descrevendo que nesse processo passou a se conhecer muito mais. “Agora eu vejo de fora e parece que eu tive que passar por esse processo para chegar a essa conexão de música leve, música boa”.

No novo álbum, que ganhou dez músicas, o artista paulista partiu de uma experiência negativa pessoal e transformou isso em amor. “O disco traz evolução, principalmente por eu estar também na produção. Quando me propus a fazer, sabia que não poderia ser de qualquer jeito. Foi literalmente construção”, detalhou Rael, destacando que também buscou fazer o processo inverso na criação das músicas: “Fiz várias instrumentais e fui vendo qual eu gostava mais, fiz uma peneira, e só depois fiz as letras. Foi diferente e me fez entender ainda mais a música”.

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Singles já divulgados mostram um pouco do clima presente em todo o álbum. Foto: Divulgação/João Wainer
Singles já divulgados mostram um pouco do clima presente em todo o álbum. Foto: Divulgação/João Wainer

Os dois primeiros singles do disco, Flor de Aruanda e Bença Mãe, já mostraram um pouco do que vem por aí, com a primeira música se destacando e ficando entre as mais ouvidas pelo país. Embora faça rap, Rael não se prende ao estilo e entende que fazer música é isso. “Não consigo definir o que é o Rael, porque sempre misturei minha música. Digo que é música brasileira, porque o rap é ritmo e poesia, é livre, então o que eu busco é isso, fazer o som conforme sinto vontade, com liberdade”, explicou o cantor, que também trouxe influências africanas para o novo projeto.

Como resposta por todo o processo criativo que resultou em Capim Cidreira, Rael avalia que se transformou. “Vi a importância que tem a família, por ter alguém que te coloca com os pés no chão. É um disco que fala muito sobre amor, mas no fim das contas fala também muito sobre meus sentimentos”.

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