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Ramiro Musotto mistura elementos étnicos com música eletrônica.

Mistura de elementos étnicos e música eletrônica. Esse mix é a essência do trabalho do percussionista argentino Ramiro Musotto, radicado há mais de 20 anos no Brasil, no álbum Civilização e Barbarye, que está sendo lançado no País.

O disco contém cantos de crianças indígenas guaranis e sons rituais do candomblé, entre outros elementos. ?Paralelamente à percussão, me interessei pela música eletrônica e pela pesquisa das raízes rítmicas do Brasil e da América Latina. Sou fascinado por música eletrônica, por música étnica, por percussão. E o álbum tem um pouco de tudo isto?, define.

O disco Civilização e Barbarye foi lançado em 2006 na Argentina e apenas agora está passando por lançamento internacional simultâneo nos Estados Unidos, Brasil e Europa. O álbum é continuação do primeiro trabalho de Musotto, o álbum Sudaka, lançado em 2004. ?Esta miscigenação, característica do Brasil, hoje acontece no mundo inteiro.

Todo lugar tem esta mistura porque o mundo está ficando cada vez menor. Isto me fascina, esta visão antropológica da música. As misturas são marcantes na sociedade e esta mistura influencia na música?, comenta Musotto.

As palavras civilização e barbarye, que dão nome ao álbum, se referem aos elementos étnicos e à tecnologia, respectivamente. Seria a união entre o passado e o presente. ?O étnico ficou esquecido durante muito tempo, mas hoje já se usa mais elementos populares. A gente chegou em um ponto de discussões sobre o futuro e, quando acontece isto, é normal procurar um pouco do passado?, afirma o percussionista.

Além do lançamento do álbum, Musotto atua como produtor musical e também faz shows solos ou em companhia da Orquestra Sudaka. As apresentações ocorrem no Brasil e no exterior. Musotto, que está morando em Salvador (Bahia), não tem previsão de shows em Curitiba.