A quarta temporada de A liga estreia na Band em 16 de julho, às 22h30. O programa volta ao ar como novos apresentadores e quadros em 26 episódios, abordando temas que vão desde a jornada dos haitianos para recomeçar a vida no Brasil, ao diálogo entre um pastor evangélico que se autodenomina ex-gay com uma drag queen militante pelos direitos dos homossexuais.

O músico pernambucano China, a ex-modelo e apresentadora catarinense Mariana Weickert e a jornalista baiana Rita Batista se juntam aos veteranos Thaide e Cazé na apresentação do programa dirigido por Sebastian Gadea, que em três anos já apresentou 103 episódios.

“Houve uma mudança de formato e imagem. Temos agora uma qualidade maior na gravação das cabeças e nas locações. Estamos usando câmeras 5D, o que traz ao programa a qualidade do cinema” disse Cazé, ontem, na apresentação do programa na sede da Band em São Paulo.

“Mas o programa continua com a mesma essência e pegada”, completou Thaide.

Novos quadros

Dois quadros, intitulados “7 dias” e “Mundos opostos”, estão entre as novidades. China, por exemplo, passou uma semana se embriagando, na tentativa de viver a rotina de um alcóolatra, enquanto Cazé a Thaide promoveram um diálogo conflituoso entre evangélicos e homossexuais, lembrando a proposta polêmica de “cura gay”, apoiada pelo deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC).

“Tenho até hoje um monte de conta atrasada. O estado que ficou minha casa, a família “de banda’”, lembra China, sobre a vivência nada agradável da rotina de um alcóolatra.

Novata

Perguntada se seria a integrante mais sensível do programa, a modelo Mariana Weickert se disse animada com o desafio.

“Não sou tão sensível quanto pareço. As histórias que contamos são vivenciadas, não reportadas. É a gente vivendo junto, experimentando as condições que nos foram impostas “ contou, lembrando que acompanhou uma gravação de um filme pornô e foi conhecer a vida nos subterrâneos de São Paulo.

“São imagens fortes, não no sentido literal do sexo” adiantou Mariana, contando que visitou uma parte “não muito limpa” dos subterrâneos da cidade.

Produção

A produção de um único episódio de “A Liga” pode levar até 40 dias. “Escolhido o tema, fazemos a pré-produção com a pesquisa de personagens e a elaboração do roteiro. Em seguida, as equipes saem para gravar as reportagens”, contou o diretor Sebastian Gadea. Com as reportagens prontas, começa a pós-produção. Uma vez aprovado pelo diretor, o episódio entra última fase, com a finalização de áudio e vídeo, além da parte gráfica. “A Liga” vai ao ar todas as terças, às 22h30, pela Band.