Preocupado com as ameaças de grupos de empregados do “show business” furiosos com as condições de trabalho no país, o governo francês fazendo força para evitar tumultos durante o Festival de Cinema de Cannes. A simples menção de conflitos já está causando problemas: nesta segunda-feira, donos de restaurantes e outros comerciantes fizeram protestos, com medo de perderem negócios caso o festival seja atribulado demais.

Organizadores do festival que começa nesta quarta-feira e vai até o dia 23, vão se encontrar nesta terça-feira com representantes de 60 a 100 mil atores e técnicos que planejam protestar no balneário contra cortes nos seus benefícios trabalhistas. Veronique Cayla, diretora-geral do festival, disse no domingo que os primeiros contatos foram positivos e que não havia motivo para temer um improvável cancelamento. Ela estaria tentando convencer os sindicatos a se limitarem a protestos pacíficos.

A queda-de-braço entre empregados e o governo começou no meio do ano passado, quando protestantes impediram a realização do Festival de Teatro de Avignon. O prefeito de Cannes Bernard Brochant disse que faria qualquer coisa para garantir que o festival, programado para receber estrelas como Brad Pitt e Cameron Diaz, corra em paz. Donos de bares e restaurantes planejam uma marcha silenciosa nesta terça-feira.