Há 21 anos levando cultura a comunidades carentes, já tendo atendido mais de 40 mil pessoas em Curitiba e região, o projeto “Padrinho Cultural, a arte que vê cara, voz e coração” está passando por dificuldades para continuar existindo e promove uma grande festa no Tork’n’Roll, nesta quinta-feira (9), para arrecadar verba e continuar atuando. As atrações musicais são Namastê, DJambi, Gazu (ex-Dazaranha), Makoto (ex- Afrikan Band) e os ingressos custam R$ 40 – antecipadamente, o valor é de R$ 20 (+ 1 kg de alimento).

Atualmente, o “Padrinho” mantém três grupos de teatro e um orquestra de violões, no Litoral do Paraná. Mas, ao longo desses 21 anos, já ofereceu, além das aulas de música e teatro que seguem em atividade, dança, ioga, inglês, italiano, musicalização e coral para crianças e adolescentes. Tudo começou com 15 alunos, número que em três meses ultrapassou as 200 crianças participando das atividades no Jardim Caiuá, bairro curitibano onde iniciou o projeto, que logo se espalhou por outros bairros e cidades e se abriu para pessoas de todas idades.

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Projeto já atendeu mais de 40 mil pessoas em seus 21 anos de existência. Foto: Divulgação
Projeto já atendeu mais de 40 mil pessoas em seus 21 anos de existência. Foto: Divulgação

O “Padrinho Cultural” é uma entidade sem fins lucrativos que depende exclusivamente de apoios. A iniciativa já conquistou prêmios importantes, como figurar entre os 30 melhores projetos em concurso promovido pelo Unicef e um banco nacional. Viabilizado por parceiras com igrejas, escolas e associações de moradores, conta com professores voluntários, que recebem ajuda de custo. A venda de produtos como adesivos, camisetas, chaveiros, calendários e obras doadas por amigos parceiros de Amorim também ajudaram a manter o projeto até hoje. Outra fonte foram prêmios que ele conquistou participando de festivais de música e teatro, no Litoral do Estado.

“O ‘Padrinho Cultural’ vai até os bairros, entra em comunidades que não têm acesso à cultura, regiões distantes sem cinema, sem teatro, com, no máximo, um campinho de futebol. Quando você oferece música e teatro chove gente interessada”, conta o idealizador do projeto, o músico Celso Amorim. Outro lado legal é o efeito do projeto nas pessoas que participam. “Atrai gente legal. E as crianças se sentem importantes quando a gente faz um trabalho em prol de comunidades. Criou-se uma consciência muito legal nesses adolescentes”, observa.

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