Criado em berço de ouro e frequentador de hotéis luxuosos ao redor do mundo, Álvaro Garnero tem conhecido uma realidade diferente ao gravar a sexta temporada do 50 por 1, seu programa de viagens que volta à grade da Record na virada de domingo para segunda, à 0h15. Batizada de Águas do Brasil, a nova etapa da atração vai mostrar o dia a dia de populações ribeirinhas e de quem vive do turismo em praias e cachoeiras em recantos desconhecidos e pouco desenvolvidos do País.

“No banheiro de um dos lugares em que fiquei no Maranhão, havia umas 200 formigas. E sem água quente. No Jalapão, tinha um sapo no meu quarto. Não é para qualquer um”, diverte-se o apresentador, que conseguiu ajuda para remover o companheiro de quarto indesejado. “Pedi para o caseiro tirar.”

O também empresário garante não se importar com os perrengues que passa no programa. “Enriquece a alma. E eu não tenho frescura”, disse ao jornal O Estado de S.Paulo por telefone. A ideia de Garnero ao passar pelos lugares precários é apontar as fraquezas do turismo brasileiro. “Ainda falta estrutura. Não é possível que o Brasil tenha recebido menos turistas que a Argentina, como no caso do turismo de aventura.”

Com passagem por 90 países, ele se diz impressionado com a própria pátria. “O brasileiro não conhece o Brasil. Acabei de voltar do Maranhão, onde visitei Pedra Caída. Fiquei de boca aberta com a beleza daquele lugar. A água tem uma cor que você não vê nem em filme do (Steven) Spielberg.”

Segundo, a nova fase do programa terá menos entretenimento que as anteriores, que ele dava ênfase às atividades turísticas de cada local. “É mais documental mesmo. Descemos o Rio São Francisco. Na semana que vem, vou fazer um percurso de barco pelo Amazonas”, adianta.

Garnero passou por situações complicadas em embarcações no Tocantins, locação da estreia. “Numa das descidas do rio, os barcos viraram e tinha gente que não sabia nadar. O carro também não chegava. Foi um risco desnecessário, mas tínhamos o barulho dos animais e a lua. Foi um momento de emoção”, relembra.

Os momentos intensos da ida ao Jalapão mexeram com o apresentador, que exagerou nos souvenires. “Lá, fiquei emocionado e acabei comprando demais”, confessa ele, que costuma levar artesanato.

O excesso de tempo na estrada tira a vontade Garnero de sair por aí nas férias. “A melhor viagem é o caminho de volta para casa, onde posso encontrar meu filho.” Nas viagens, só não larga o celular “Estou viciado. Agora, acabei de ficar quatro dias sem internet. Foi um detox.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.