Já faz 22 anos desde a morte da princesa Diana, em um acidente de carro, enquanto fugia dos paparazzi em um túnel de Paris. Ainda hoje, o trágico episódio é encarado como “uma dolorosa ferida” pelo filho mais novo dela, o príncipe Harry.

“É uma ferida que ainda dói. Toda vez que eu vejo uma câmera, toda vez que eu ouço um ‘clique’, toda vez que eu vejo um flash, isso me leva de volta ao acidente”, disse o britânico no documentário Harry & Meghan: An African Journey, que vai ao ar no domingo, 20, na rede de televisão inglesa ITV.

O filme retrata os bastidores da viagem que Harry fez ao sul da África, acompanhado da mulher, Meghan Markle, e do filho, Archie Harrison. Enquanto a família permaneceu na África do Sul, o príncipe aproveitou para visitar a província de Cuando-Cubango, em Angola, onde Lady Di caminhou por um campo minado em janeiro de 1997.

Na época, a imagem dela caminhando com uma máscara e um colete ajudou a dar visibilidade global à campanha sobre os perigos das minas terrestres. “Estar aqui agora, 22 anos depois, tentando terminar o que ela começou, é emocionante, e tudo o que eu faço me faz lembrar ela”, afirmou Harry.

O documentário também vai exibir uma entrevista com Meghan Markle, em que ela fala sobre as dificuldades de se tornar mãe sob os olhos atentos do público. “Qualquer mulher grávida fica muito vulnerável, então isso tornou tudo desafiador. E aí você tem um recém-nascido…e, principalmente como uma mulher, é difícil”, explicou.

Logo após voltar da viagem, Meghan entrou com uma ação judicial contra o tabloide britânico Mail, acusando-o de publicar ilegalmente uma carta pessoal dela. Na ocasião, o príncipe Harry comparou a perseguição midiática com a sofrida pela mãe antes de morrer. “Vi o que acontece quando alguém que eu amo é transformada em uma mercadoria a ponto de não ser mais tratado ou visto como uma pessoa real. Perdi minha mãe e agora vejo minha esposa sendo vítima das mesmas forças poderosas”, lamentou.