Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
Carol Castro: "O público adora vilãs; a repercussão é muito boa".

Parece inevitável que papéis de vilã caiam no colo de Carol Castro. Em O Profeta, remake que a Globo deve estrear em outubro no horário das seis, a atriz até havia sido pensada para ser a heroína, Sônia, e fez até testes. Mas na hora da escalação, o olhar malicioso e sedutor da atriz definiu: Carol ficou com a ambiciosa Ruth. A personagem, extremamente gananciosa, vai infernizar a vida de Marcos, personagem de Thiago Fragoso. "O público adora as vilãs e a repercussão nas ruas é sempre boa", argumenta a atriz, sem esconder a animação com o papel.    

Desde a estréia na tevê, Carol Castro tem se destacado nas personagens cheias de maldade. Já em sua primeira novela, Mulheres Apaixonadas, ela soube comandar bem as armações de Gracinha para colocar areia no insosso romance entre Cláudio e Edwiges, interpretados por Erik Marmo e Carolina Dieckmann. Em seu mais recente trabalho, Bang Bang, a atriz também foi habilidosa vivendo Mercedita, mulher não propriamente má, mas que não media esforços para conquistar o amor de Ben Silver, vivido por Bruno Garcia. Sua personagem mais ingênua, a Angélica, de Senhora do Destino, foi forçada a armar com o irmão Reginaldo para roubar da mãe adotiva.

Mas apesar do currículo recheado de tipos de caráter duvidoso, Carol Castro encara Ruth como sua primeira vilã de verdade. Ela argumenta que tanto Gracinha quanto Mercedita faziam maldades movidas por razões do coração e por isso não eram inteiramente más. Mas a personagem de O Profeta é totalmente sem escrúpulos. Tanto que a atriz pretende, depois de Ruth, abandonar as vilãs por um tempo e buscar novas possibilidades. "As falcatruas dela vão marcar muito e certamente o próximo trabalho que pintar deve ser bem diferente", prevê.

A atriz está construindo a nova personagem nos mínimos detalhes. No visual, cabelos estão mais curtos e ligeiramente mais claros. Além disso, Carol tem feito aulas de dança de salão e assistido a filmes da década de 50, época em que se passa a trama. "É imprescindível prestar atenção na maneira como as mulheres se comportavam", diz.

Já quando o assunto é a beleza e a sensualidade exploradas em seus papéis, Carol se mostra um pouco menos preocupada. Ao afirmar que uma personagem como Gracinha a ajudou a descobrir um lado sensual que desconhecia, a atriz diz que, se isso for bem dosado, não há risco de estigmas. Apesar do jeitinho insinuante, a atriz afirma que não encara com tanta facilidade cenas mais ousadas -como quando ficou quase nua em Senhora do Destino, ao encerrar a greve de sexo que impôs ao marido. E diz que se sente aliviada por não ter de fazer cenas desse gênero em O Profeta, inclusive porque é uma novela das seis. "A Ruth se acha linda, mas a sensualidade dela está só no jeito de andar e se comportar", pondera.

O Profeta – estréia prevista para outubro – Globo, 18h.