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Fotos e textos de época
mostram como era a praça.

A Praça Carlos Gomes é tema da exposição que permanece aberta ao público até o final de janeiro de 2005, na Casa Erbo Stenzel (Parque São Lourenço). A mostra integra o programa Obras de Arte em Logradouros Públicos, desenvolvido pela diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Cultural de Curitiba. Por meio de fotos e textos, apresenta-se a evolução do espaço ocupado pela Praça Carlos Gomes que, em 1870, ficava além dos limites urbanos e era ponto de passagem para os viajantes que chegavam a Curitiba pelo sul.

A mostra é resultado do trabalho de Aparecida Vaz da Silva Bahls, mestra em História e pesquisadora da Casa da Memória. A pesquisa sobre a trajetória de existência da Praça Carlos Gomes exemplifica o desenvolvimento da urbe. De sua longínqua demarcação, em 1870, até a atualidade, a praça sintetiza transformações que marcaram Curitiba. Recebendo as denominações de Praça Sete de Setembro, Praça da Proclamação e, finalmente, em 1896, Praça Carlos Gomes, foi o primeiro local da cidade a ostentar, em 1911, calçamento em paralelepípedos.

A principal remodelação do espaço aconteceu em 1913, com obras que incluíram um lago, uma queda d?água e um abrigo para cisnes, erguido em forma de torre de castelo. Em setembro de 1925, foi instalada uma herma em bronze do maestro Carlos Gomes, de autoria de João Turin. Cercada por construções de estilos e usos variados, além de retratar os traços da influência européia na arquitetura curitibana, foi ponto de encontro da sociedade que ali se reunia para concertos musicais.

A praça também sediou a arte da Família Queirolo, que no início da década de 1940 ocupou o Pavilhão Carlos Gomes, difundindo a cultura clássica das pantomimas e comédias musicadas, junto às performances circenses. Revestida com ?petit-pavet? em 1951, com detalhes semelhantes a notas musicais, a praça foi aos poucos urbanizada.

Uma das mais expressivas transformações na Praça Carlos Gomes aconteceu em 1992, com a implantação do terminal de transporte coletivo, o primeiro a receber os ônibus biarticulados do então inovador sistema de transporte coletivo de Curitiba. As remodelações introduzidas às vésperas do século 21 permitiram retomar a praça como espaço de convivência da população. A exposição reafirma um dos objetivos da Fundação Cultural de Curitiba, que é o da divulgação e valorização da história da cidade.

Serviço

Casa Erbo Stenzel (Parque São Lourenço – Rua Mateus Leme, 4700).
Aberta ao público até 30 de janeiro de 2005. Horário de visitas: de terça-feira a domingo, das 9h às 12h e das 14h às 18h. A entrada é franca.