Los Angeles – Os investigadores que vasculharam a fazenda de Michael Jackson recolheram 12 computadores, documentos legais, fitas de vídeo, câmera fotográfica, uma carta e um convite, de acordo com informações documentais da Corte Superior de Santa Bárbara divulgadas nesta segunda-feira. A busca foi motivada pelas denúncias de pedofilia que caíram sobre um dos maiores astros da história da música pop americana.

Os 12 computadores, mais dois laptops, uma carta e um convite para uma festa de Natal estão entre os objetos recolhidos pela Polícia no dia 18 de novembro, quando agentes fizeram uma ampla busca na propriedade de Michael Jackson, conhecida como Neverland, em Santa Bárbara, Califórnia.

Os documentos divulgados nesta segunda-feira não descrevem os objetos recolhidos e nem outros detalhes. Sabe-se, porém, que muitos dos pertences do cantor já foram devolvidos aos seus advogados. No quarto principal da casa, a Polícia pegou um laptop, que se encontrava em um armário trancado. Os agentes ainda levaram uma câmara digital e vários papéis. Além disso, as autoridades recolheram documentos legais encontrados no quarto principal e no estúdio do cantor.

Neste mesmo dia, 18 de novembro, os policiais também deram uma batida a uma produtora e ao escritório de um detetive de Los Angeles. O astro, pai de três crianças, se declarou no mês passado inocente das acusações de abuso sexual a um menor. Michael Jackson, de 45 anos, foi preso e solto em seguida, mediante pagamento de fiança no valor de US$ 3 milhões, depois que as denúncias viram à tona. Horas mais tarde, os policiais fizeram a ação de busca e apreensão em sua residência.

A revelação dos documentos, que relatam os objetos colhidos, acontece no momento em que a imprensa faz uma dura campanha sobre o juiz Rodney S. Melville, da Corte Superior de Santa Bárbara, para que este revele detalhes do que foi apreendido. No mês passado, o juiz frisara que não revelaria nada sobre os objetos, exceto aos advogados do cantor.