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Personagem de Gustavo Haddad transforma-se de mau-caráter em mocinho da trama

  • Por Redação O Estado Do Paraná

tv51.jpgNão dá para dizer que foi fácil para Gustavo Haddad achar o tom de Conrado, seu personagem em Como Uma Onda. Isso porque Conrado começou na trama como um mau-caráter, mas dois meses depois virou a casaca e se transformou em bom-moço. Motivo: o autor Walter Negrão precisava de um contraponto para o vilão J.J., interpretado por Henry Castelli. A mudança até valorizou o papel do ator, mas deu trabalho. Segundo Gustavo, ele se impôs a uma espécie de lavagem cerebral para reconstruir o Conrado. ?Foi complicado dar uma nova cara ao personagem. Normalmente, todos se adequam aos papéis ao mesmo tempo e descobrem muita coisa junto. Nessa eu tive de me virar sozinho?, conta. No começo, inclusive, o ator diz que chegou a misturar as duas personalidades em cena.

O método de trabalho do diretor Dennis Carvalho, que exige que os atores sempre batêm o texto antes das cenas, também ajudou Gustavo a lidar com essas modificações. Daí, a primeira coisa que faz ao chegar nos estúdios do Projac, no Rio de Janeiro, é puxar Sérgio Marone ou Larissa Queiroz, que interpretam Rafa e Carol, para passar as cenas. Ainda assim, o ator confessa que não consegue se livrar da insegurança na hora de gravar. Mas também garante que esses exercícios são necessários para humanizar Conrado. ?É a melhor maneira para me apropriar bem do texto. Acho horrível aqueles profissionais que mecanizam o personagem?, desdenha.

Outro motivo de entusiasmo para Gustavo foi a chance de voltar a contracenar com Débora Duarte – os dois vivem novamente o mesmo grau de parentesco do último trabalho em Canavial das Paixões, do SBT. Só que, desta vez, o ator não faz mais o estilo de filho passivo. Muito pelo contrário. O personagem de Como Uma Onda tem mais iniciativa e não deixa a matriarca dominá-lo, como ocorria na trama mexicana. ?Fiquei feliz ao saber que ela seria minha mãe de novo. A nossa troca em cena é muito boa. Nos entendemos através do olhar?, derrama-se o ator de 28 anos.

Teatro   

Por conta do trabalho na tevê, Gustavo teve de abrir mão do teatro. Isto porque nem pensa em conciliar os dois. Mesmo assim, não deixa de planejar sua volta para o palco. Apesar de gostar de estar na novela, o ator sente saudades da interação direta com o público. A paixão é tão antiga, que garante até não se importar com o tamanho da platéia. ?Pode ter apenas cinco pessoas, que farei a peça com a mesma gana. Não acho legal o artista só se preocupar com o sucesso de bilheteria?, discursa. Acostumado com a instabilidade da carreira, Gustavo não se nega a fazer o que for necessário para continuar na profissão. Quando está longe do vídeo, o ator tira sua graninha do mês dando cursos de interpretação e fazendo espetáculos em empresas e convenções. ?Vou lá, monto minha peça e ganho dignamente meu cachê. O importante é estar atuando, independentemente do veículo?, apregoa o ator, que também enche a boca para dizer que não bajula gente influente para conseguir papel.

?Minha residência é uma mala?

Uma das maiores dificuldades de Gustavo Haddad é lidar com a saudade de casa. Como as gravações de Como Uma Onda são no Rio, o ator aproveita todas as brechas de seu roteiro para voltar a São Paulo. Mas o tempo para curtir a cidade paulista é tão pequeno, que nem se dá ao prazer de desfazer as malas. ?Minha residência é uma mala. Essa vida de ambulante é cansativa. Mas é só uma fase, por isso vale a pena?, assegura o ator, que garante já ter se acostumado com a rotina de viver na ponteaérea.

Mesmo com toda essa correria, Gustavo não considera sacrifício passar a maior parte dos dias da semana na cidade carioca. Pelo contrário. Sempre que pode vai à praia e aproveita a proximidade da cidade com a natureza. Tanto que enche a boca para dizer que os cariocas da gema têm melhor qualidade de vida. ?O Rio é, realmente, uma cidade maravilhosa. Se minha família morasse aqui, seria perfeito?, acredida.

O trabalho como distração

Enquanto isso, Gustavo administra a saudade da melhor maneira. Quando bate a tristeza, o ator lembra do prazer de atuar na novela. Além disso, acredita que depois desse trabalho poderá colher bons frutos. Por isso, procura centrar todas as forças no atual papel. E usa como termômetro a opinião das pessoas na rua. ?Tem gente que me pára na rua para elogiar. É um sinal de que as coisas vão bem?, imagina. Nos últimos tempos, Gustavo tinha até se desacostumado do assédio das fãs. A maior parte das novelas que fez não chegou a polarizar tanto a atenção para o ator. A não ser num único caso: quando fazia o Cadu, o zelador do orfanato de Chiquititas, do SBT.

SBT e Record no currículo

# Gustavo Haddad nasceu no dia 13 de julho de 1976, na cidade de Bauru, em São Paulo.

# A estréia teatral de Gustavo aconteceu aos 12 anos, no espetáculo O Pedido de Casamento, de Anton Tchekov. Dois anos depois, ele passou a integrar a companhia teatral Ápice, em Campinas.

# Gustavo adorou fazer a única cena em que seu personagem de Como Uma Onda aparece mergulhando. Como já havia praticado o esporte, ele aproveitou para curtir.

# Na adolescência, Gustavo chegou a pesar 90 quilos, 18 a mais que o peso atual.

# Em nove anos de carreira, Gustavo Haddad já passou pela Globo, SBT e Record. A estréia foi em Dona Anja, em 96, no SBT, emissora em que fez outras cinco novelas. Na Globo, participou de Malhação, em 99, e fez A Padroeira, em 2001. Já na Record, fez Benito de Canoa do Bagre, em 1997.

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