Sucesso nas feiras do mercado de televisão mundo afora, o “Peixonauta” estará de volta ao Brasil na segunda-feira, às 11h30, quando estreia a segunda temporada no Discovery Kids. O agente secreto de uma organização voltada para a sustentabilidade terá missões animadas ao lado dos companheiros Marina, Zico e de Pop, uma bola mágica que se transforma em diferentes objetos para ajudar o trio a encontrar pistas e deixa em polvorosa as crianças que assistem ao desenho em casa.

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“Os pais mandam vídeos em que as crianças mexem com a Pop”, conta Célia Catunda, umas das criadoras da animação. Desta vez, para que a bola mágica entre em ação, diferentes ritmos são tocados nos desenhos nas cenas em que os personagens ensinam coreografias ao público. “Trabalhamos a Pop mais musicalmente. Eles vão dançar tango, samba, rock. As crianças terão movimentos mais livres. Está mais melódico”, explica a autora, que chamou reforço para a trilha sonora. “Nessa fantasia, há uma presença forte das canções da (dupla) Palavra Encantada.”

Além de tratar de questões sobre meio ambiente e vida sustentável, os novos 52 episódios terão outros temas contemporâneos. “Vamos falar do relacionamento entre os personagens e também de bullying e da timidez entre as crianças”, adianta Célia.

Com formato vendido para 73 países, todos os capítulo do “Peixonauta” são produzidos em português e inglês simultaneamente. Em alguns dos lugares onde é exibido, o desenho precisou passar por adaptações. “Nos países árabes, não pode haver um porco que aparece em alguns episódios. Eles também editaram as imagens que mostram a sola do sapato dos personagens”, revela a diretora, que se surpreendeu ao ver a versão dublada em idiomas que desconhece. “A gente ouviu em árabe, na versão que passa na Al-Jazira. Estava muito benfeito, a sincronia da boca dos personagens estava parecida”, conta Célia.

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Por conta do êxito comercial, “Peixonauta” também ganhou uma extensa lista de produtos licenciados, que vão desde bichos de pelúcia, álbum de figurinhas, material escolar e até fraldas estampadas. Para as crianças mais conectadas, foram criados aplicativos e histórias para tablets. “Chegamos a fazer um projeto para um jogo de (videogame) Wii com a Pop, com 12 fases diferentes, mas não conseguimos viabilizar financeiramente”, lamenta a criadora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.