Rio de Janeiro – Depois da grande dama do samba, Dona Ivone Lara, homenageada em 2002, este ano, em sua 23.ª edição, o Prêmio Shell de Música será entregue ao compositor e letrista Paulo César Pinheiro. Parceiro de mestres como Baden Powell, Pixinguinha, Tom Jobim e João Nogueira, ele recebeu a notícia ontem de manhã.

“Estou fora do ar, de tão feliz”, disse. “Disseram-me que o prêmio era pelo conjunto da obra, então acho que faz sentido. Tenho mais de 900 músicas gravadas e mais umas 600 no baú, esperando”. A primeira música de Pinheiro a chegar a um disco foi Lapinha, que ele compôs em parceria com Baden Powell em 1968, aos 16 anos.

“Meu primeiro parceiro foi o João de Aquino, primo do Baden, que me apresentou a ele e, depois, a todos os grandes músicos da época”, lembra o compositor. “Depois do Baden vieram Edu Lobo, Francis Hime, Tom Jobim e outros”. Ele já contabiliza cinco gerações de parceiros. “Até o Phillipe, filho do Baden e meu afilhado, já tem músicas comigo”, revela. Pinheiro acaba de gravar um CD, O Lamento do Samba, de músicas só suas, em que também é o cantor principal.

Pixinguinha

Dado para o conjunto da obra de um compositor, o prêmio foi criado em 1981, e teve como primeiro homenageado, postumamente, Pixinguinha. Desde então, já foi entregue para artistas como Antonio Carlos Jobim, Élton Medeiros, Zé Ketti, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Edu Lobo, Herivelto Martins, João Donato, Jorge Benjor, Braguinha, Rita Lee e a dupla Roberto e Erasmo Carlos, entre outros.

O júri que chegou ao nome de Paulo César Pinheiro foi integrado pela cantora Simone Guimarães, pelo compositor e produtor Hermínio Bello de Carvalho, pelo compositor Tim Rescala e pelos jornalistas Chico Santos e Hugo Sukman. O prêmio será entregue em novembro.

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