O diretor norte-americano Oliver Stone se disse impressionado com as idéias e a postura da presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que o recebeu nessa quinta-feira na residência oficial de Olivos, mas opinou que os peronistas “não têm senso de humor”.

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Em entrevista ao jornal La Nación, Stone falou sobre sua reunião de poucas horas com Cristina e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner. “Fiquei muito impressionado. Foi um diálogo muito profundo, falei com eles separadamente e me disseram coisas muito diretas e profundas sobre a história da região e a revolução bolivariana”, contou.

O encontro com o casal Kirchner em Buenos Aires faz parte do novo trabalho de Stone, um documentário sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e os novos líderes de esquerda latino-americanos.

“Meu documentário fala dos últimos dez anos na América Latina, onde ocorreram mudanças tremendas. Fidel (Castro) sim as viu, e se deu conta de que a história é como um pentágono: se você põe muita força de um lado, logo essa mesma força te joga para trás”, explicou o cineasta, que entrevistou nos últimos dias os presidentes de Cuba, Raúl Castro, do Paraguai, Fernando Lugo, da Bolívia, Evo Morales, e também da Venezuela.

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Stone também recordou sua participação como roteirista do musical “Evita” (1996), estrelado por Madonna e Antonio Banderas, afirmando que “Eva (primeira-dama argentina entre 1946 e 1952) é uma figura crucial” do país.

“Vejo-a como uma combinação entre prostituta e santa”, opinou, mas “não me deixaram fazer uma parte que havia previsto: os peronistas não têm senso de humor”, disse em tom sarcástico sem contar qual seria a cena que foi vetada pela produção do filme.

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Nesta sexta-feira, Oliver Stone viaja ao Brasil, onde entrevistará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.