Aos oito anos de carreira, a cantora paulistana Mariana Aydar lança seu segundo CD. Intitulado Peixes, pássaros, pessoas, o novo álbum conta com 13 faixas inéditas e traz a participação especial de Zeca Pagodinho e de outros artistas de peso do samba e da música popular brasileira.

Para a cantora, esse disco é mais autodidático que o anterior, Kavita 1. “Comecei a trabalhar nesse disco já sabendo aquilo que eu queria falar a cantar. Procurei, junto com os produtores Kassin e Duani, colocar nas músicas aquilo que eu estava sentindo”, explica a cantora de 28 anos.

A cantora diz que, mesmo não tendo criado todas as melodias, sempre esteve próxima dos compositores. “Isso aconteceu muito mais do que no meu primeiro CD, Kavita 1 é como um apanhado das minhas influências. Já em Peixes, pássaros, pessoas, tive mais propriedade na escolha dos temas. Priorizei trabalhar com compositores da nova geração. Nessas 13 faixas, consegui agrupar e participar na construção de belíssimas músicas”, conta.

Aydar abre o disco com um samba e o fecha com uma melodia de samba com guitarras, violões e sons experimentais. Entre os dois, há xote caribeado, baladas e muito samba. Dentre as canções, está a música o Samba me persegue, que conta com a participação especial de Zeca Pagodinho.

“Trabalhar com ele foi maravilhoso. Como todo brasileiro, sou fã incondicional dele. Para mim o Zeca é como um grande ministro da música”, declara. Além de Zeca Pagodinho, a cantora caboverdiana Mayra Andrade também contribui com um toque especial para o trabalho de Aydar.

Sobre o nome do álbum, Peixes, pássaros, pessoas, a cantora conta que se trata de uma das músicas de seu novo trabalho. “Essa é uma canção que faz uma associação de como o ser humano é aprisionado.

É como um alerta para percebemos que muitas vezes estamos em condições de bichos, engaiolados nos escritórios. Tenho essa música como um estimulo para que as pessoas mudem essa situação de passar tanto tempo em lugares assim, fechados”, explica.

Quem pensa que a cantora pretende ficar pelo Brasil está enganado. Quando questionada sobre seus planos para o futuro, ela afirma que primeiramente irá lançar o disco na Europa, depois disso, pretende lançá-lo no Brasil.

“A música brasileira é muito bem aceita lá fora. Depois que voltar, quero muito programar uma turnê e divulgar meu trabalho por todo o País, inclusive no Sul. É uma região especial e onde as pessoas também gostam muito de samba”, adianta.