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O melhor do cinema latino no MON

4.º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino a partir de amanhã

  • Por Newton Almeida, Smcs

As revelações de profissionais da sétima arte voltam a ser o foco do público curitibano, que, a partir de amanhã, recebe o 4.º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino, no Museu Oscar Niemeyer.

Para este ano, o festival traz 22 produções, que estarão concorrendo ao prêmio Araucária de Ouro, que contemplará os quesitos de Melhor Direção e Melhor Filme em 20 categorias. O evento também traz palestras e workshops com reconhecidos e premiados profissionais do País.

A organização do evento já comemora o sucesso do festival, pelo menos no que diz respeito ao número de expectadores, já que todas as salas já estão lotadas. Para as mostras paralelas, a organização do festival solicita que os espectadores adquiram senha com antecedência, que será distribuída uma hora antes das respectivas seções.

Durante o festival, estarão concorrendo seis filmes de longa metragem nacionais e cinco filmes de países latinos (Itália, Moçambique, México, Bolívia, Argentina). Entre os filmes de curta metragem concorrem nove nacionais e três espanhóis.

Durante o festival também acontece a Mostra Paranaense de Cinema, que traz três filmes de longa e sete curtas metragens. Segundo a idealizadora do festival, Ítala Nandi, apesar de ser a quarta edição do evento, é a primeira vez que filmes paranaenses participam da mostra. O festival também traz as mostras Pietro Germi e Eros Inteligente, todas seguidas de debates.

Ítala, que também é coordenadora da Escola Superior Sulamericana de Cinema e TV do Paraná (CINETVPR) ressalta o aumento do número de filmes latinos. “Enquanto que no ano passado foram dois, neste ano estão previstos cinco longas, além de cinco curtas espanhóis, que concorrem ao Araucária de Ouro”, diz.

Na mostra paralela, um dos destaques fica por conta de três filmes do cineasta carioca Leon Hirszman, um dos fundadores do Cinema Novo, além de um seminário sobre o cineasta francês Chris Marker, ministrado por Robert Grélier, ministrado pelo Grilet, três dias.

Uma das palestras do festival será ministrada pela premiadíssima Fernanda Montenegro, atriz que, segundo Ítala, era a que o Hirszman mais gostava. “Ela, que trabalha com ele em A falecida e em Eles não usam black-tie vem em homenagem a ele”.

Durante o evento, também será entregue o Prêmio Dina Sfat à atriz Letícia Sabatella. O prêmio visa reconhecer o trabalho de grandes intérpretes, que também sejam mães dedicadas e mulheres engajadas politicamente. “Assim como a Dina, a Letícia é uma mulher engajada na política. O prêmio é uma forma de homenagear essas duas grandes atrizes”, afirma Ítala.

Ítala afirma que o festival vem buscando um espaço entre os principais eventos da cultura áudio visual do País. Segundo Ítala, o objetivo do festival é propiciar momentos de reflexão sobre as obras, despertando a criatividade, considerado o componente primordial para a abertura do mercado de cinema.

A coordenadora da CINETVPR conta que o cinema paranaense cresceu muito depois da criação da escola. “Sugeri que o governo começasse pelo bacharelado e não pelo polo. Se não o governo e o polo acaba junto. Uma faculdade você não fecha. O festival dá visibilidade e depois o polo”, afirma Ítala.

Segundo Ítala, o festival valoriza o Paraná no quesito multicultural. “É o Estado que tem a maior diversidade de culturas, isto está parado e precisa vir à tona. O festival contempla esse mix”, afirma.

Documentário sobre Helmuth Wagner

Uma viagem ao passado é o que poder&atilde,;o sentir os espectadores que acompanharão o documentário sobre o fotógrafo Helmuth Wagner, que estréia amanha, no Museu Oscar Niemeyer, durante o 4.º Festival de Cinema Brasileiro e Latino.

O filme traz uma seleção do acervo do fotógrafo, com imagens de pontos do Estado que, segundo os produtores, já não existem mais, como é o caso das Sete Quedas do Iguaçu.

O documentário de 50 minutos narra a trajetória artística e pessoal do fotógrafo Helmuth Wagner, falecido aos 64 anos, em 1988. Ao longo de quatro décadas, o fotógrafo retratou imagens da natureza, da cultura e do povo do Paraná.

Nascido em Canoinhas-SC e radicado em Curitiba, Wagner produziu imagens de valor inestimável para a história da fotografia brasileira deixando um extraordinário legado fotográfico.

Hábil na transmissão da expressão estética associada a uma técnica apurada, Wagner se tornou um dos grandes nomes do fotoclubismo, reconhecido por inúmeras premiações.

De acordo com a produtora Ingrid Wagener – filha de Helmuth – o documentário mostra a diversidade temática dos trabalhos do fotógrafo. “Ele não retratava apenas a natureza, mas também fazia fotos ligadas ao fotoclubismo”, diz. Segundo Ingrid, os trabalhos em preto e branco se constituem numa “jóia rara”, pela beleza e poesia.

A produtora também ressalta a dedicação do fotógrafo na experimentação de novas técnicas em busca de novas formas de imagens, que também está retratada no filme.

Ela conta que o fotógrafo investiu na pesquisa de diferentes técnicas, se tornando referência para várias gerações de fotógrafos, editando livros fotográficos como Serra do Mar, Sete Quedas e Ilha do Mel. “O fotógrafo João Urban faz um relato sobre essa dedicação, assim como outras personalidades que também conviveram com o Helmuth”, diz.

Ingrid ressalta que Wagner teve parte de suas obras, em 2009, selecionada para a 17.ª edição da Coleção Masp-Pirelli de Fotografia, do Museu de Arte de São Paulo. “Isso é mais um reconhecimento da importância dele para a fotografia nacional”, diz.

Do filme, Ingrid chama a atenção para uma sequencia memorável, em que Wagner retrata uma manhã de neblina no Passeio Público dos anos 40. “São vultos de crianças e mulheres que vão ficando claros e retratam o cotidiano daquela época de uma forma meio surreal”, afirma. Para ela, o documentário serve para valorizar uma época em que a fotografia era muito mais restrita.

O também produtor Fernando Severo conta que o documentário foi feito a partir de um minucioso trabalho de restauração de fotos e filmes. “Foram três anos de pesquisa, onde foram selecionadas fotos que, nem mesmo o Helmuth copiou”, diz.

Severo revela que o filme é uma chance de o público conferir imagens que fazem parte de um passado já distante, como parte da Ilha do Mel, cujo ecossistema ainda se mantinha intacto.

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