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Novela do SBT aposta na garotada

  • Por Jornalista Externo

O SBT estréia, na segunda-feira, a novela Poucas, Poucas Pulgas com um claro objetivo: aumentar a audiência do horário nobre da emissora. A nova produção, importada da Televisa, está prevista para as 20h50, e tem a missão de preparar o terreno devastado pelos 9 pontos de média de Jamais Te Esquecerei para Canavial de Paixões, próxima novela produzida pelo SBT. Isso porque, na prática, as novelas mexicanas têm feito mais sucesso que as adaptações. A novela da Televisa Viva às Crianças, por exemplo, exibida a partir das 19h45, bate com facilidade a média de 14 pontos.

“O fato de Poucas, Poucas Pulgas ser também dirigida ao público infanto-juvenil é importante porque já temos tradicionalmente espectadores para este tipo de novela”, afirma David Grimberg, diretor de dramaturgia do SBT.

Poucas, Poucas Pulgas é uma produção que foi ao ar este ano na Televisa. É um remake de Vovô e Eu, que o próprio SBT exibiu em 1992 com relativo sucesso. A trama conta a história da amizade entre o “vovô” Julian, a menina Alexandra e o garoto Danilo. Eles são vividos, respectivamente, por Ignácio Lopez Tarso, Nathasha Dupeyrón e Santiago Mirabent.

Julian é um velhinho resmungão que vive brigando com as crianças que fazem algazarra na frente de sua casa. Ele era famoso no passado e tinha esposa e filha, mas perdeu tudo e se tornou amargurado. Já Danilo é um garoto pobre de 12 anos que espera em vão pela volta da mãe e que só tem a companhia de seu cão Tomás. E Alexandra, de 11 anos, é filha única de uma família rica e que se sente muito sozinha. Os três acabam se aproximando e, mesmo diferentes entre si, uma sólida amizade acaba surgindo.

Tradição

Poucas, Poucas Pulgas segue a tradição da Televisa em fazer remakes das próprias novelas. Maria do Bairro, por exemplo, era remake de Os Ricos também Choram, assim como Luz Clarita era de Chispita. A própria Viva às Crianças, que chega ao fim no dia 13 de outubro, é Carrossel reformulado. Mesmo assim, são produções que geralmente conseguem audiências na casa de dois dígitos. Para Mauro Alencar, doutorando em teledramaturgia pela USP e fã confesso dos “dramalhões mexicanos”, refazer as mesmas histórias é uma maneira da Televisa rentabilizar antigos sucessos, mas com roupagens diferentes, além de manter um mesmo tipo de espectador. “O público deste tipo de novela adora saber o que vai acontecer na trama e não quer surpresas”, avalia Mauro.

O SBT, pelo menos, mantém assim uma certa coerência ao apostar neste tipo de novela. Afinal, foi a própria emissora que começou importando os “dramalhões” para o Brasil. Isso em 1982, quando exibiu Os Ricos também Choram, protagonizada pela atriz Verônica Castro. Em 1991, por exemplo, o SBT chegou a roubar com Carrossel alguns pontos de Ibope do Jornal Nacional e de O Dono do Mundo, de Gilberto Braga. Após três semanas da estréia, Carrossel pulou de 12 para uma média de 21 pontos, enquanto a novela das oito da Globo baixava de 50 para preocupantes 41 pontos. Gilberto Braga, que estréia Celebridade em 13 de outubro na Globo, teve de reescrever 10 capítulos de O Dono do Mundo para tentar conter o fenômeno Carrossel.

Estratégia

Como o SBT muda sem maiores problemas a grade de programação, é óbvio que a emissora pode usar Poucas, Poucas Pulgas somente para aumentar a audiência do horário entre 20 h e 21 h e depois trocá-la de horário. A previsão é que a novela permaneça pelo menos cinco meses no ar. Desta maneira, também valorizaria a publicidade da faixa de programação para só depois estrear a adaptada Canavial de Paixões. “Claro que é melhor estrear uma produção própria com um ibope maior já consolidado. É mais fácil de conseguir anunciantes”, explica Grimberg.

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