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Nem Vanessa Gerbelli sabe qual segredo esconde

  • Por Jornalista Externo
Vanessa Gerbelli: ?Uma certa
tragicidade no olhar…?

Todos os dias, a mesma cena se repete: Vanessa Gerbelli sai de casa e é logo sabatinada sobre a misteriosa Fernanda, de “Mulheres Apaixonadas”. Na maioria dos casos, os curiosos querem saber mais detalhes sobre o passado nebuloso da personagem. Como sabe tanto quanto os telespectadores, Vanessa limita-se a dar de ombros e a dizer que não sabe de nada. Em vão. Inconformados, alguns chegam a resmungar: “Ah, você tá escondendo o jogo…”. “Eu não sei que mistério é esse e, para falar a verdade, prefiro nem saber. Quando digo que não sei de nada, ninguém acredita”, queixa-se a atriz, divertindo-se com a situação.

A única coisa que Vanessa Gerbelli sabe é que sua atuação nos primeiros capítulos de “Mulheres Apaixonadas” agradou ao autor Manoel Carlos. Tanto que ele mudou de idéia e resolveu manter a personagem na trama. Explica-se. Quando Vanessa foi chamada para conversar sobre a novela, o diretor Ricardo Waddington disse apenas que Fernanda era importante para a trama, mas que ela precisaria morrer para o bom andamento da história.

Vanessa não sabia se ria ou se chorava. Mas tudo isso já faz parte do passado. O contrato da atriz já foi prorrogado até outubro, mês em que a novela deve terminar. “Puxa, nunca me senti tão feliz em toda a minha vida. Como atriz, foi uma grande conquista. É sinal que o autor gostou do meu trabalho”, orgulha-se.

Pura felicidade

Atualmente, Vanessa não cabe em si de felicidade. Mas ela admite que saiu baqueada da tal reunião com Ricardo Waddington. E com toda razão. Mas, por outro lado, ressalva ela, o fato de saber que Fernanda estava com os dias contados na história ajudou na composição da personagem. “Criei a Fernanda com uma certa tragicidade no olhar. É como se uma nuvem negra pairasse sobre a cabeça dela”, tenta explicar. Com poucos elementos à sua disposição, Vanessa teve de extrair o máximo do mínimo. Sem ter outra coisa a fazer, leu com redobrado cuidado os primeiros capítulos da novela. Se tivesse de encontrar alguma pista sobre a personagem, era ali, no texto de Manoel Carlos, que ela encontraria.

E foi isso que aconteceu. Ela ficou especialmente tocada pela cena em que a mãe de Fernanda, cheia de indisfarçável amargura, disse que “ela tinha mais sorte que merecia…”. “Meu Deus, será que essa Fernanda é uma bruxa? Como é que ela pode ter uma relação tão bonita com a filha e outra tão ruim com a mãe? É contraditório…”, questiona. Mas as indagações da atriz não pararam por aí. Logo que leu os primeiros capítulos de “Mulheres Apaixonadas”, associou a sua personagem ao de James Dean em “Vidas Amargas”, de Elia Kazan. Ela também arrisca o seu palpite para o mistério que envolve Fernanda e sua filha Salete. “De repente, a Salete e o Lucas devem ser gêmeos. Mas, por algum motivo, o Téo ficou com o menino e ela, com a menina… Nem sei o que pensar”, desiste, reticente.

Só uma certeza

No meio de tanta dúvida, Vanessa só tem uma certeza: está vivendo o melhor momento de sua carreira. Atualmente, ela aparece em dose dupla na tevê. À noite, ela quebra a cabeça dos telespectadores como a misteriosa Fernanda. De tarde, arranca umas boas gargalhadas do público como a geniosa Lindinha, de “O Cravo e a Rosa”, novela que marcou sua estréia na tevê, há três anos. “Sinto saudades dos amigos que fiz. O clima nas gravações era ótimo”, suspira. Quando revê sua atuação no “Vale a Pena Ver de Novo”, ela logo nota uma nítida diferença entre a Vanessa Gerbelli de ontem e a de hoje. “Antes, eu era muito tímida e inibida. Hoje, me sinto mais segura para dar sugestões, propor idéias…”, avalia.

Mas houve um momento em que Vanessa temeu pela própria carreira. Foi quando recebeu o convite de Dênis Carvalho para fazer “Desejos de Mulher”, de Euclydes Marinho.

Ela quase não acreditou ao saber que fora convidada para interpretar a sensual Gongon, uma personagem que, segundo ela, era muito parecida com a anterior. “Já imaginou se eu ficasse estigmatizada como a empregada que gosta sempre do patrão ou como a mulher que nunca é correspondida? Ainda bem que surgiu a Fernanda na minha vida”, suspira, aliviada.

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