Uma canção sinfônica composta por um paranaense vem ganhando o mundo e conquistando diversos elogios. Trata-se da obra Abertura sinfônica, do músico Rogério Krieger, que é um dos fundadores da Orquestra Sinfônica do Paraná (criada em 1985), na qual atua até hoje como violinista.

Escrita no ano de 2003, a música foi apresentada, em 2007, na 17.ª Bienal da Música Contemporânea, no Rio de Janeiro, sendo considerada pela crítica a melhor obra do programa sinfônico.

No próximo dia 18, será apresentada na Turquia, em um concerto da Orquestra Sinfônica Hacettepe, dirigido pelo maestro Erol Erdinç, que é admirador de música brasileira e já regeu duas vezes a Orquestra Sinfônica do Paraná.

“Quando esteve em Curitiba, Erol solicitou algumas peças de minha composição e acabou gostando bastante de Abertura sinfônica, que fiz em homenagem à Orquestra Sinfônica do Paraná. Por isso, ao ser apresentada em outras cidades brasileiras e também fora do país, a música contribui com a divulgação do nome da orquestra paranaense”, explica Rogério.

Segundo o músico, que morou dez anos fora do Brasil e já teve composições apresentadas em Portugal, França, Inglaterra e Angola, Abertura sinfônica, como o próprio nome diz, é uma canção de abertura de concerto. Tem cinco minutos de duração e também pode ser uma música de prelúdio.

“É uma peça que pode ser facilmente tocada, não exigindo muito ensaios, mas que tem uma exuberância sonora bastante grande. Ela também tem um terceiro tema bem brasileiro, que é o baião”, afirma.

Rogério é compositor de 85 obras, entre canções sinfônicas de câmara, óperas e trilhas sonoras. Atualmente, está sendo lançado um catálogo com suas músicas, que pode ser conhecido na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. O músico também vem desenvolvendo trabalhos como arranjador musical e instrumentador convidado na área de música contemporânea, jazz e música popular.

No próximo mês de junho, o violinista irá reger a Orquestra de Câmara de Londrina, apresentando um repertório composto apenas por canções de músicos paranaenses (como Henrique de Curitiba e Bento Mussurunga).

“É um orgulho poder, através de meu trabalho, contribuir com a divulgação da música sinfônica, que hoje encontra-se um pouco relegada a segundo plano tanto no Brasil quanto em outros países do mundo”, finaliza.