O MON (Museu Oscar Niemeyer) receberá no início de julho uma exposição inédita no Brasil – Sonhando de Olhos Abertos – O Dadaísmo e o Surrealismo na Coleção de Arturo Schwartz -, que terá abertura nacional em Curitiba no início de julho. A mostra reforçará a recente triangulação do circuito tradicional de artes para grandes exposições – até então restrito ao eixo Rio de Janeiro-São Paulo -, além de comemorar o primeiro ano de funcionamento do museu sob a administração da diretora-presidente Maristela Requião. Também irá contribuir para consolidar o MON como um espaço expositivo de destaque nacional, confirmando a tendência de ser o maior museu da América Latina um espaço de excelência na apresentação de artistas reconhecidos no Brasil e no exterior. A bem-sucedida abertura da exposição Rembrandt e a Arte da Gravura, na última quarta-feira (dia 26), marcou o início do ciclo de três exposições internacionais consecutivas. A mostra de 26 tapeçarias antigas, que pertencem ao acervo do Museu de Belas Artes da cidade de Paris – o Petit Palais, está prevista para agosto e fechará o primeiro ciclo de mostras internacionais ao final de setembro. Dadaísmo e Surrealismo.

A proposta da exposição Sonhando de Olhos Abertos é apresentar uma seleção, de mais de 200 obras, organizada pelo Museu de Israel para uma mostra itinerante em que todos os meios de expressão utilizados no Dadaísmo e Surrealismo estarão representados.

Entre os surrealistas estarão alguns dos autores que integraram o surgimento do movimento, iniciado nos anos 20 e 30, como André Breton -considerado o papa do Surrealismo -, Joan Miró, Yves Tanguy, André Masson e Max Ernst. Além de outros que foram influenciados pelo movimento e que a ele aderiram após a Segunda Guerra Mundial, como Victor Brauner, Wifredo Lam e Matta. Destaque também para a participação de artistas femininas, representadas na mostra por Claude Cahun, Remedios Varo, Kay Sage, Dorothea Tanning e Meret Oppenheim. Neste núcleo, as obras exemplificam a variedade de métodos utilizados pelos artistas para liberar suas imaginações do domínio da consciência crítica.

A realização da mostra no Brasil é o resultado do esforço conjunto entre o MON, o Instituto Tomie Ohtake e o Museu de Israel, instituições que acreditam na importância dela tanto para o público em geral como para o público especializado.

Tapeçarias antigas

A exposição de 26 tapeçarias antigas apresentadas pelo MON também integra um projeto inédito no Brasil. A mostra é o resultado da parceria entre a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu Oscar Niemeyer e o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS), com o apoio do Consulado Geral da França, em São Paulo, que uniram forças para realizar pela primeira vez no país uma exposição itinerante desse porte. A bela coleção pertence ao acervo do Museu de Belas Artes da cidade de Paris, o Petit Palais, na França. As obras de grandes dimensões, confeccionadas artesanalmente, são assinadas por alguns dos mais importantes artistas e ateliês de tecelagem dos séculos XV, XVI, XVII e XVIII. Elas retratam os mais variados temas, como a vida na corte, cenas históricas, bíblicas e mitológicas, entre outros. Isso possibilitará uma rica leitura das culturas francesa e flamenga da época. Mostrar e recuperar parte dessa riqueza histórica da tapeçaria é o objetivo do Museu Oscar Niemeyer e do governo do Paraná.

Serviço: onde: Museu Oscar Niemeyer. Endereço: Rua Marechal Hermes, 999 Centro Cívico – CEP: 80530-230. Telefone: (41) 350-4400. Horário: de terça a domingo, das 10h às 20h. Preços: R$ 4,00 adultos e R$ 2,00 estudantes (identificados). (Crianças de até 12 anos, maiores de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas, do ensino médio e fundamental, pré-agendados não pagam). Agendamento prévio para escolas pelo e-mail: ou pelo telefone (41) 350-4418, das 10h às 18h.