O Museu Oscar Niemeyer apresenta a partir desta quinta-feira (26), em Curitiba, a exposição fotográfica ?Escolas de Valor?, do espanhol Carlos Díez Polanco. Os trabalhos apresentam seis escolas públicas brasileiras que superaram situações adversas e foram capazes de transformar alunos, professores e a comunidade. A exposição, gratuita, estará aberta ao público até 31 de maio, no foyer do auditório.

O projeto ?Escolas de valor? é uma iniciativa da Editora Moderna e da Fundação Santillana. Além da exposição, haverá oficinas para professores e gestores de escolas públicas e privadas. O projeto inclui a publicação de um livro com o mesmo nome. ?São escolas que sonham, realizam e lançam novos olhares para ações simples, eficazes e de inestimável alcance para a criança. São um desafio à visão desencantada que temos do ensino público no Brasil?, afirma Polanco.

Foram escolhidos cinco escolas que se destacaram por receberem prêmios de gestão e um grupo de escolas indígenas do Tocantins. O projeto visitou a Escola Estadual Pedro dos Santos, em Purupuru (Amazonas); Colégio Estadual Érico Veríssimo, em Alvorada (RS); Colégio Estadual Maria Anita, em Periperi (BA); Escola Professora Jandira de Andrade Lima, de Limoeiro (PE); Escola Municipal Ordem e Progresso, no Rio de Janeiro (RJ); e as seguintes escolas indígenas em Tocantins: Escola Forno Velho, Krahô, Aldeia Forno Velho; Escola Indígena Crokroc, Krahô, Aldeia Cachoeira; Escola Indígena Waipainere, Xerente, Aldeia Serrinha; Escola Indígena Kumana, Karajá, Aldeia Fontoura.

Para conhecer essas experiências e seus personagens, foram percorridos mais de 13 mil quilômetros em 40 dias de viagem. Nesse período, foram retratadas as escolas, sua vizinhança, sua comunidade, suas atividades, seus gestores, professores e alunos. A partir desse trabalho, foi possível associar um valor a cada uma das escolas, representativo da essência do trabalho transformador que cada uma realiza: solidariedade, para a escola do Amazonas; auto-estima, para a do Rio Grande do Sul; harmonia, para a de Pernambuco; perseverança, para a da Bahia; resistência, para a do Rio de Janeiro; e identidade, para o conjunto de escolas indígenas do Tocantins.

O fotógrafo Carlos Díez Polanco nasceu em Madri, Espanha, em setembro de 1954. Formado em economia, decidiu aos 26 anos dedicar-se exclusivamente à fotografia. Trabalha em diferentes campos, como o retrato, a arquitetura e o esporte. Já fotografou em mais de 20 países ibero-americanos, sempre alternando a dedicação ao estúdio em Madri com suas viagens.

A curadoria da exposição ?Escolas de Valor? ficou sob a responsabilidade do designer e arquiteto Francisco Homem de Melo. Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, onde fez mestrado, doutorado e é docente desde 1990, Homem de Melo é autor de livros e artigos sobre design gráfico e curador de diversas exposições nos últimos anos.

Serviço:
Exposição fotográfica ?Escolas de Valor? ? Curitiba (PR)
De 26 de abril a 31 de maio de 2007
Inauguração: 25 de abril, quinta-feira, 19h
Local: Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico