Harold Prince estava em Reykjavik, capital da Islândia, quando morreu, nesta quarta-feira, 31. A causa da morte não foi divulgada, mas certamente abalou e vai abalar os corações dos amantes de musicais. Aos 91 anos, Prince tinha seu nome associado a grandes produções, algumas já são clássicos imbatíveis, como West Side Story, Cabaret, Violinista no Telhado, Fantasma da Ópera. Uma vasta carreira que lhe garantiu 21 prêmios Tony, o Oscar do teatro americano.

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Prince era conhecido por seu toque fluido e direção com toques cinematográficos. Era considerado um profissional intransigente na escolha do material do palco. E gostava de temas desafiantes e excêntricos para musicalizar, como um barbeiro assassino que usava facas com que assava suas vítimas em tortas ou a abertura do Japão, no século 19, para o Ocidente.

Em entrevista telefônica para a agência de notícias AP, o compositor Andrew Lloyd Webber disse era impossível superestimar a importância de Prince para o teatro musical. “Todo o teatro musical moderno deve praticamente tudo a ele.” Lloyd Webber lembrou que, quando jovem, ele havia escrito a música para o fracassado Jeeves e estava se sentindo fraco.

Ainda segundo a AP, Prince escreveu-lhe uma carta pedindo-lhe para não desanimar. Os dois homens se encontraram mais tarde e Lloyd Webber disse que estava pensando em fazer um musical sobre Evita Perón. Prince o convidou pra uma conversa. “Isso foi decisivo para mim. Sem isso, muitas vezes me pergunto onde estaria”, disse Lloyd Webber.

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Além de Lloyd Webber,Prince, conhecido pelos amigos como Hal, trabalhou com alguns dos mais conhecidos compositores e letristas de teatro musical, incluindo Leonard Bernstein, Jerry Bock e Sheldon Harnick, John Kander e Fred Ebb, e, mais notavelmente, Stephen Sondheim. “Não faço muita análise sobre os motivos que me levam a fazer algo”, Prince disse uma vez à Associated Press. “Tudo é instinto”.