Moore: Palma de Ouro por Fahrenheit 9/11.

Cannes – A França premiou ontem o documentário anti-Bush do cineasta americano Michael Moore com a Palma de Ouro, prêmio máximo do Festival de Cinema de Cannes. Fahrenheit 9/11 foi o que mais agradou ao júri presidido pelo cineasta Quentin Tarantino. Diários de Motocicletas, do brasileiro Walter Salles, tido como um dos favoritos, não levou nenhum prêmio oficial, mas recebeu dois paralelos, o Prêmio François Chalais 2004, concedido pelo Ministério da Cultura francês e pelo Centro Nacional de Cinematografia da França, no Festival de Cannes, e o Prêmio do Júri Ecumênico, por um júri foi presidido pelo australiano Peter Malone.

O Prêmio de Melhor Diretor do Festival foi concedido ao francês Tony Gatlif, pelo filme Exilios. A atriz chinesa Maggie Cheung conquistou o prêmio de Melhor Atriz por seu papel em Clean, do francês Olivier Assayas, e o japonês Yagira Yuya levou o de Melhor Ator por Nobody Knows, do diretor Hirokasu Kore-eda. A Palma de Ouro de melhor curta-metragem do Festival ficou com Trafic, de Catalin Mitulescu. O Grande Prêmio do Júri do Festival foi concedido ao sul-coreano Old boy, de Park Chan-wook.

O prêmio Um Certo Olhar do Festival de Cannes foi atribuído ao único filme africano selecionado em Cannes, Moolaadé, do senegalês Sembene Ousmane, enquanto o Prêmio do Olhar Original foi para Uísque, filme uruguaio de Juan Pablo Revella e Pablo Stoll.