O cantor de soul (e também produtor e DJ) norte-americano Mayer Hawthorne esteve pela primeira vez no Brasil numa situação histórica: em 2011, abriu o primeiro e único show de Amy Winehouse no País – ela morreria alguns meses depois, em Londres. “Ela fez alguns shows terríveis, outros fascinantes. Para mim, o que valeu foi a experiência de ter estado ali ao lado dela naquele momento, uma intérprete tão grande e especial”, afirmou o cantor, em entrevista à reportagem por telefone.

Na época, os falsetes de Mayer Hawthorne pareciam pequenos para levá-lo muito além. No show no Brasil, ele estava espremido entre a lenda de Amy e a potência de Janelle Monáe. Mas ele foi construindo uma carreira sólida, embora de espectro alternativo, indie. Influenciado por Curtis Mayfield, Isaac Hayes, Smokey Robinson e outras feras da música black, superou imitações evidentes: uma voz pequena, uma cara de nerd, uma ambição maior do que os recursos.

E construiu um nicho bem específico, de pura diversão retrô. O novo disco, Where Does This Door Go, será a base de seu show de nesta quinta-feira, 12, no Cine Joia, em São Paulo. O disco foi produzido pelo rapper Pharrell Williams. “Como eu, Pharrell ama o Steely Dan, que influenciou muito esse disco. Mas o Steely Dan não tinha uma abordagem muito sexy da música, e nós demos um tempero mais apimentado”, considerou.

MAYER HAWTHORNE – Cine Joia. Praça Carlos Gomes, 82, metrô Liberdade, 3101-1305. Hoje, às 23h (abertura da casa às 21 h). R$ 90/ R$ 180.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.