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Masp exibe a mostra ‘Passagens por Paris’

Aberta no sábado, 7, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), a mostra Passagens por Paris – Arte Moderna na Capital do Século 19 foi inspirada num ensaio do filósofo berlinense Walter Benjamin sobre a cidade francesa. Nele, Benjamin fala das transformações de Paris no fim do século 19 e analisa como a cultura da cidade foi forjada por meio das galerias que cortam a cidade, ligando ruas e aproximando flâneurs aos mais variados tipos de comércio e pessoas. A exposição interage com outra mostra em cartaz no museu (A Arte do Detalhe) e, a exemplo desta, reúne obras do acervo, algumas há tempos distantes dos olhos do público – entre os vários motivos, pela constante solicitação de empréstimo de museus estrangeiros.

A exposição cobre um período de quase um século e não se restringe a escolas. Há desde uma tela do impressionista Renoir, pintada em 1866, a um pastel do cubista Picasso, de 1948, passando por Manet, Degas, Cézanne, Toulouse-Lautrec e Modigliani. Os artistas incluídos produziram e viveram em Paris, evidenciando essa relação amorosa com a cidade, caso de Utrillo, que pintou paisagens de Montmartre, eleitas como cartões-postais pelos turistas, e de Toulouse-Lautrec, embaixador da vida noturna parisiense.

Paris representou para os artistas da virada do século passado mais que uma cidade: foi um lugar de livre expressão. Capital cultural da Europa, ela atraiu espanhóis como Picasso, holandeses como Van Gogh e italianos como Modigliani – alguns com mais, outros com menos sorte. Foi, como observou o curador Teixeira Coelho, a única cidade europeia a associar seu nome a um grupo heterogêneo que produziu a Escola de Paris, ativa no entreguerras – formada tanto por franceses (Matisse, Bonnard) como estrangeiros (Chagall, entre eles).

A exposição é especialmente indicada aos frequentadores do Masp que desejam matar saudades de obras icônicas do acervo, entre elas as telas O Torso de Gesso (1919), de Matisse, Madame Cézanne em Vermelho (1890/4), de Cézanne, e o Retrato de Suzanne Bloch (1904), de Picasso.

Entre os menos lembrados está um dos precursores da pintura impressionista, Adolphe Monticelli (1826-1866), nascido em Marselha, mas parisiense por opção. Ele começou copiando os clássicos do Louvre e acabou influenciando Cézanne e Van Gogh, fazendo parte da coleção de Oscar Wilde. Dele pode ser vista uma paisagem marítima de sua terra natal, de 1880.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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