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Livro de Pierre é leitura obrigatória para pilotos

  • Por Redação O Estado Do Paraná

d2b.jpgPierre Clostermann, um dos grandes ases da Segunda Guerra Mundial, nasceu em Curitiba, em 28 de fevereiro de 1921, filho de Jacques Clostermann, natural da Alsácia e antigo combatente da Primeira Guerra Mundial, e de Madeleine Carlier, de Lorraine. De 1943 a 1945, participou de renhidos combates aéreos no teatro de guerra europeu, onde obteve 33 vitórias homologadas e 12 prováveis, voando um total de 432 missões de guerra, em caças Spitfire e Hawker Tempest V. Voou como um representante da França livre, do general Charles de Gaulle.

Para os pilotos de caça, ele é, sem dúvida alguma, um exemplo de profissionalismo, habilidade e coragem.

Seu livro O grande circo é uma obra-prima da história de guerra. Traduz, com detalhes, episódios de combate aéreo com suas vitórias e derrotas. É de leitura obrigatória de todos os interessados pela aviação militar.

Pierre Clostermann escreveu outros livros famosos sobre a aviação militar que se tornaram best-sellers, a exemplo de O grande circo. Estes outros livros foram: Fogo no céu e Episódios da guerra aérea na Argélia.

Em sua vida civil, no pós-guerra, Pierre Clostermann ocupou várias posições de destaque na França, onde passou a residir. Na vida política, foi eleito deputado e reeleito por oito vezes consecutivas.

Participou de numerosas missões na Segunda Guerra Mundial e teve um saldo de 33 aviões alemães destruídos e outros 12 provavelmente danificados, além de 29 aparelhos atingidos no solo.

Pierre Clostermann passou os primeiros anos da sua infância em Curitiba, mas seu pai o transferiu para Paris para cursar o primário (atual período da 1.ª a 4.ª série fundamental) e o ginasial (correspondente a 5.ª a 8.ª série).

Durante aquela fase, ele vinha quase sempre passar férias no Brasil.

Quando terminou o ginásio, voltou ao Brasil. Era julho de 1937 e Pierre já tinha decidido tornar-se piloto de caça. Mas para ingressar na école de l?Air (Escola do Ar) a idade mínima era de 20 anos. Isto significava ainda quatro longos anos por percorrer. Por isso resolveu estudar Filosofia no Liceu Franco-Brasileiro.

Pierre Clostermann, durante a noite, escrevia artigos para o jornal Correio da Manhã, porque era também jornalista.

Com apenas 19 anos, Pierre segue para Londres, onde se engaja, depois de acumular 500 horas de vôo em treinamento, nas Forças Aéreas Francesas livres, passou por um estágio na RAF – Real Aérea Força da Grã-Bretanha e, em seguida, é designado para combate, servindo no Grupo de Caça da Alsácia, equipado com os caças Supermarine Spitfire Ixa e Ixb.

O seu heroísmo o levou a ser condecorado com diversas medalhas concedidas pela França. Condecorado também com duas Distinguished Flying Cross e uma Distinguished Service Order. Pierre Clostermann continuará sempre a honrar os países a que tudo deve: França e Brasil. Faleceu em 22 de março de 2006.

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