Quem leu O livreiro de Cabul, de Asne Seierstad, precisa conhecer – urgente! – Eu sou o livreiro de Cabul (Editora Bertrand Brasil), ajuste de contas escrito pelo próprio Livreiro, Shah Muhammad Rais. O primeiro – best-seller mundial – narra o dia-a-dia de uma família afegã num país submetido à guerra e à violência dos costumes. Eu sou o livreiro de Cabul é o tão esperado depoimento do livreiro, protagonista de vida devassada, que a jornalista norueguesa descreveu de forma polêmica em seu livro-êxito. Rais se mostra insultado, traído, e lamenta uma interpretação que, segundo ele, se equivoca na essência, culpando-o com gravidade, quando, explica, cada ato seu é ditado pela realidade que o circunda e à qual ele não pode escapar. Adotando a narrativa como um diálogo permanente com figuras mitológicas da Noruega, os trolls (entidades mágicas onde a verdade é buscada para que a justiça se restabeleça), de alguma forma Shah Muhammad Rais chega à ironia máxima: o que foi denúncia deve ser denunciado; a acusadora virou acusada. Eu sou o livreiro de Cabul, de Shah Muhammad Rais, faz refletir sobre questões graves e atuais.

Eu sou o livreiro de Cabul, Lançamento: abril de 2007. Preço: R$ 26,00